Palmeiras quase cai no conto do apito

Antero Greco

12 de abril de 2015 | 14h04

Começo o comentário pelo final, e que provocou polêmica. O goleiro Fernando Prass afirmou, após a vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o Botafogo, que a “imprensa” prejudicou o time dele, ao insinuar que poderia ser beneficiado porque a arbitragem teria o mesmo patrocínio do clube. O juiz Marcelo Rogério não deu pênalti em Dudu e ignorou impedimento do botafoguense Zé Roberto em lance que quase resultou em gol.

Ou seja, por pouco não se confirmou o que a Imprensa alertou durante a semana: que a atitude da FPF de fazer parceria com a Crefisa poderia ser um malefício para o Palmeiras. Porque, preocupados com eventuais insinuações de “apito amigo”, os árbitros poderiam ir contra o Palmeiras em lances duvidosos, para não parecerem tendenciosos. Uma atitude normal, humana e de quem se preocupa com a própria reputação.

Dito e feito, foi o que aconteceu no novo estádio palestrino, no final da manhã deste domingo. O Palmeiras dominou o jogo, criou mais situações de gol, mas correu risco de eliminação, ou no mínimo de disputa por pênaltis, por falhas técnicas em lances decisivos. Prass deveria, portanto, dirigir as críticas aos cartolas que aprovaram a iniciativa da FPF.

Noves fora isso, a classificação da turma de Oswaldo de Oliveira foi merecida. O Palmeiras foi a equipe que buscou o jogo, que tomou iniciativa, chegou a ter 70% de posse de bola. Arriscou, partiu pra cima, deu trabalho ao Botafogo. Faltou, outra vez, melhor pontaria em finalizações.

Oswaldo surpreendeu ao colocar Leandro no lugar de Cristaldo. No fim se deu bem, pois foi ele o autor do gol que leva à semifinal. Fez bem o treinador ao deixar Valdivia no banco. Por coerência com os demais titulares e para não correr risco de forçar o chileno. Mas, quando entrou, o controvertido meia foi importante, ao iniciar a jogada do gol, com dribles e passe preciso para Lucas fazer o cruzamento.  Cleiton Xavier jogou só uns minutos, para aquecer-se…

O Palmeiras enfim tem uma cara de time – o que não significa que esteja pronto. Caminha para isso. O grande, enorme teste, provavelmente virá no domingo diante do Corinthians. Tarefa complicada, não impossível.