Palmeiras repete cochilos em casa

Antero Greco

21 de agosto de 2016 | 18h30

O Palmeiras anda no esquema de uma no cravo e outra na ferradura. Sai para enfrentar pedreira, como no caso do Atlético-PR, e volta com três pontos. Daí, joga em casa, e como favorito, mas vacila e desperdiça chance de abrir boa vantagem na ponta. Como ocorreu na tarde deste domingo, ao ceder empate por 2 a 2 para a Ponte Preta, no Allianz Parque.

Ok, a rapaziada de Cuca se mantém em primeiro lugar, independentemente dos resultados restantes da 21.ª rodada. Mas não há como negar que frustrou em parte a torcida. Só para a Macaca deixou cinco pontos na competição. Sim, é possível alegar que a equipe campineira faz boa campanha, está na parte de cima da classificação. Porém, quem pretende ser campeão não pode dar moleza em casa.

E foi isso que o Palmeiras fez, e por duas vezes no mesmo jogo. Abriu o placar com Rafael Marques aos 15 do primeiro tempo, teve mais volume de jogo, porém com vacilos no meio-campo. Na volta do intervalo, continuou melhor e cedeu o empate (Wellington Paulista) numa bobeira geral. A zaga bateu cabeça antes da conclusão do atacante que já vestiu alviverde.

Teve força para saltar à frente de novo, com Thiago Martins, em rebote de Aranha. Isso aos 24. Três minutos depois, dá contra-ataque livre para William Pottker, que largou do meio do campo até chegar na entrada da área e bater. Daí em diante, o Palmeiras buscou a vantagem definitiva na base da correira e se expôs a tomar a virada.

Oscilações são comuns numa competição longa e equilibrada como o Brasileiro de 2016. No entanto, volto ao tema principal: líder e mandante não pode dormir no ponto. O Palmeiras voltou a pecar no meio (Cleiton Xavier jogou aquém do esperado), teve erros defensivos e ressente a ausência de Gabriel Jesus, que foi ao estádio para mostrar a medalha de ouro para a torcida.

O Palmeiras precisa ficar ligado, sempre. Pois à menor distração pode perder a ponta, como ocorreu em algumas rodadas no primeiro turno. E a Ponte se mantém como franco-atiradora; para ela, tudo o que vier é lucro. Por isso, faz estragos em rivais graúdos.

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