Palmeiras sem meio-termo: vítima foi o Flu

Antero Greco

26 de maio de 2016 | 00h33

O Palmeiras continua sem meio-termo no Brasileiro: vitória, derrota, vitória. Agora, foram 2 a 0 no Fluminense, no clássico desta quarta-feira à noite, no Allianz Parque. Primeiro tempo morno, com uma chance para cada lado. Segunda etapa mais movimentada, com os gols verdes e chances tricolores.

Cuca ficou num camarote, para cumprir suspensão por ter sido expulso no jogo com a Ponte. E, por vacilo, quase complica a situação, pois estaria a usar “ponto eletrônico” para comunicar-se com Cuquinha, irmão e auxiliar técnico que estava à beira do gramado. Se o juiz colocar na súmula, pode vir punição mais severa…

O Palmeiras de início de jogo estava diferente daquele de final de semana. Dudu largou como titular e encostou em Gabriel Jesus e Roger Guedes, para tornar o ataque mais veloz e criativo. Cleiton Xavier ficou encarregado de criar – e desta vez não foi bem. Tanto que saiu no segundo tempo e deu lugar para Alecsandro. O Flu veio com formação mais defensiva, para sair no contra-ataque.

Pela disposição dos times, a primeira parte do duelo foi travada, sem intensidade, com raros lances de emoção. Os melhores saíram já nos acréscimos: Fred arrematou à queima-roupa e Prass pegou; na sequência, aos 47, Dudu chutou travado em bola rasteira cruzada por Gabriel Jesus.

A entrada de Alecsandro e o recuo de Dudu mais para o meio tornou o Palmeiras mais objetivo no segundo tempo. Conseguiu encontrar brechas na marcação, mas só abriu o marcador em lance de bola parada: falta cobrada pelo lado esquerda, Victor Hugo se antecipou e fez, de cabeça, 1 a 0. Menos de dois minutos mais tarde, jogada pela direita, entre Roger e Dudu; a bola sobra para Alecsandro encher o pé e aumentar para 2 a 0.

Dali em diante, o Palmeiras tratou de manter a posse de bola e esfriar o jogo. O Flu ainda teve uma oportunidade para diminuir e “entrar no jogo”, mas Scarpa chutou para fora, com gol aberto. Depois, à medida que o tempo passava, a turma verde controlou os nervos e não correu riscos.

Voltou a ser Palmeiras de dar esperança à torcida. O Flu não desanima, mas precisa ser mais incisivo e regular.

 

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