Palmeiras sufoca o Flu no Mané

Antero Greco

28 de agosto de 2016 | 19h23

O Palmeiras sufocou quando foi preciso. Fez os gols na hora certa. E segurou o jogo quando percebeu que o Fluminense não oferecia mais perigo no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. O placar de 2 a 0 ficou no tamanho certo. Se a equipe de Cuca tivesse forçado mais, com certeza teria goleado o tricolor, que mostrou fragilidade e ficou longe da disputa pela ponta. Os alviverdes lideram.

Os palestrinos pressionaram a saída de bola e, muito ligados, chegaram ao primeiro gol aos 19 minutos, quando o goleiro Diego Cavalieri não cortou lançamento na área e a bola que parecia perdida foi alcançada num lance acrobático por Dudu: 1 a 0. Mais seis minutos e o Palmeiras liquidou a partida. Depois de chute de Moisés, que rebateu em Mina, a bola sobrou para Jean. Ele acertou chute indefensável: 2 a 0. No ângulo.

Tudo poderia mudar, se o goleiro Jailson não tivesse aparecido aos 31 minutos para salvar gol certo de Wellington. O atacante chegou a passar pelo goleiro e bateu firme. Mas Jailson apareceu para impedir que o Fluminense entrasse de novo no jogo.

As tentativas de reação paravam na forte marcação verde. Todo o time de Cuca estava envolvido em bloquear qualquer ação. Quando retomavam a posse da bola, vinha contra-ataque perigoso.

Levir Culpi tentou mudar a história no segundo tempo, com a entrada de Marquinhos e Aquino, para o Flu ficar mais rápido. Não deu muito certo. Mas quando dava, quem aparecia? Jailson, como aos 14 minutos, ao fazer grande defesa em cobrança de falta de Gustavo Scarpa.

Gabriel Jesus marcou o terceiro, mas estava impedido. Cavalieri e a trave impediram mais uma vez o terceiro gol. E Wellington Silva salvou para escanteio, depois de Dudu ter driblado Diego Cavalieri.

De ruim, só a arbitragem de Ricardo Marques Rebello. Não errou lance decisivo. Mas, permitiu que a partida fosse truncada por lances desleais dos dois lados. Conversava e distribuía cartões. Foram 12 no total.

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