Palmeiras toma olé do Millonarios. Daí é dose..

Antero Greco

23 de outubro de 2012 | 23h51

Vi palmeirense dizer que ficaria aliviado, caso a equipe para a qual torce fosse eliminada da Copa Sul-Americana. Talvez alguns tenham sido sinceros, e pensassem isso mesmo, já que a situação no Brasileiro continua crítica. Mas muitos certamente falaram da boca pra fora.

A prova de que a desclassificação provocaria frustração veio nas reações nas redes sociais. Durante o vareio que o Palmeiras levou do Millonarios, em Bogota, no começo da madrugada desta quarta-feira, fiz vários comentários no Twitter. Com críticas a jogadores que vestiam a horrível camisa amarelo marca-texto e não viam a cor da bola.

Pois bem, com um ou outra exceção, a maioria seguiu minha linha de opinião. O futebol pobre e com ousadia zero irritou os torcedores. O Palmeiras poderia perder por um gol de diferença, já que havia vencido na ida por 3 a 1, e conseguiu a proeza de apanhar de 3 a 0. Fora bola na trave e defesas do Bruno. E ainda com a humilhação adicional de tomar olé de um rival fraco.

O técnico Gilson Kleina optou por dar descanso para alguns titulares e preservá-los para as batalhas finais do campeonato nacional. Não se pode recriminá-lo por isso. O lamentável é ver que, ao lançar mão de algumas “opções”, se constata como é ruim o elenco verde! Na hora em que Luan, Obina, Betinho viraram esperança de gol se percebe como está mal das pernas. Por falar em mal das pernas, Daniel Carvalho…

Deu pena do esforço de Barcos. O atacante foi um dos poucos a usar a cabeça, a tentar jogo mais inteligente. Deu passes redondos, que resultavam em jogadas quadradas. Para piorar, ou compensar a falta de qualidade, palmeirenses se mostravam esquentados. Casos de Luan (não foi expulso por camaradagem do juiz) e Betinho (que ficou em campo dez minutos e, nem com boa vontade, o árbitro pôde evitar de mostrar-lhe cartão vermelho.) Esses devem achar que “ser guerreiro” é o mesmo que “ser briguento”.

O pior nessa viagem desastrada para a Colômbia não foi a saída de uma competição internacional. Chato foi que, ao perder dessa maneira, o Palmeiras volta a colocar um enorme ponto de interrogação em sua capacidade para reagir no torneio doméstico. Preocupante.

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