Palmeiras, vantagem para não perder na reta final

Antero Greco

16 Outubro 2016 | 20h25

A combinação de resultados dos principais jogos deste domingo foi extraordinária para o Palmeiras. O líder bateu o Figueirense por 2 a 1, foi a 64 pontos. Cumpriu, portanto, a parte dele. Mas foi ajudado, por tabela, com derrotas do vice-líder Flamengo (2 a 1 para o Inter), que se manteve com 60, e do Atlético-MG (3 a 2 para o Botafogo), estacionado em 56.

A vantagem verde é de 4 pontos, teoricamente pequena, pois faltam sete rodadas até o encerramento – ou 21 pontos em disputa. Mas que pode se transformar em diferença enorme. Vai depender de Cuca e seus rapazes para navegarem rumo ao título sem maiores turbulências.

A vitória sobre o Figueira, a 19.º até agora no atual torneio, não foi suave. O resultado não veio com naturalidade, na base da superioridade incontestável. O Palmeiras teve trabalho, por limitações próprias e, claro, pela postura do adversário, agora forte candidato ao rebaixamento. Cuca fez modificações na equipe, sobretudo nas laterais e no meio-campo, com entrada de Fabiano, Egídio e o deslocamento de Jean.

No primeiro tempo, morno, não houve lances de destaque. O Palmeiras jogou com freio de mão puxado; o Figueirense tampouco foi pra cima. Muito toque pra cá e pra lá, sem emoção para a torcida.

Na segunda parte, o Palmeiras decidiu arriscar-se, como manda o protocolo de quem briga por título. Apertou um pouco, criou oportunidade com toque de letra de Moisés. Logo em seguida, uma jogada importante: Gabriel Jesus salta na área, com Bruno Alves, e o juiz Benevenuto marca pênalti. Pra mim, disputa pela bola e nada além disso. Jean cobra e abre o placar.

Com isso, o Palmeiras cresceu, acalmou-se, tocou a bola com inteligência e sem pressa. Chegou ao segundo gol, de novo com Jean, e teve chance do terceiro, em falta de Jean que Gatito Fernandez defendeu. O Figueirense diminuiu com Rafael Silva e esforçou-se para chegar ao empate. Os catarinenses reclamaram ainda de pênalti a favor, em jogada de Egídio sobre Rafael Silva. Pra mim, foi.

Ou seja, o Brasileirão segue com suas polêmicas. Não há rodada em que não surja discussões. Independentemente disso, o Palmeiras tem seguido firme no caminho da taça. Já são 14 rodadas de invencibilidade, 13 em primeiro lugar. Conta com o melhor ataque e uma das defesas menos vazadas.

Curiosamente, porém, é visto como um líder frágil e em crise. Vai entender…