Palmeiras, vitória para apaziguar

Antero Greco

29 de julho de 2017 | 21h55

O ambiente anda tenso no Palmeiras – e com razão. O time foi desclassificado na Copa do Brasil, a distância para o líder no Brasileiro é grande. E, para complicar, ainda veio o episódio do afastamento de Felipe Melo. (Se temporário ou definitivo, só nos próximos dias se saberá.)

Havia temor de que a temperatura subisse, desde que não viesse vitória sobre o Avaí, na noite deste sábado, no Allianz Parque. A torcida mais uma vez marcou presença em casa, apoiou e viu a equipe se desincumbir da tarefa ainda no primeiro tempo. Com os gols de Dudu e Deyverson, 2 a 0 sobre um rival da zona de rebaixamento. Respiro e um pouco de paz.

Cuca mudou a formação novamente. A novidade principal foi a presença do jovem atacante, no lugar normalmente ocupado por Willian (machucado) e Borja (que não se acerta). E o moço se deu bem. Além do gol, movimentou-se, abriu espaço, buscou as finalizações. Deixou impressão muito boa, saiu aplaudido ao final do jogo.

A defesa não foi incomodada, e Egídio esteve em campo outra vez. Sem comprometer, apesar de ouvir reclamações de torcedores. No meio-campo, Bruno Henrique e Jean se dividiram na tarefa da marcação, com Guerra mais solto. Na frente, Dudu e Roger Guedes, outra vez, tiveram a função de encostar no centroavante.

Um Palmeiras para o gasto, para evitar surpresa, que liquidou o desafio com apenas um tempo. Resguardou-se, no segundo, para o clássico de meio de semana com o Botafogo, no Rio. Cuca avisou que, como tem feito regularmente, deve dar descanso para alguns titulares.

A questão, no entanto, é a seguinte: quando, de fato, o Palmeiras terá um grupo titular? A resposta, espera-se, deve vir no dia 9, no jogo de volta com o Barcelona. A Libertadores virou a obsessão, e a âncora, para a temporada.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.