Palmeiras volta à rotina de acumular decepções

Antero Greco

14 de outubro de 2015 | 23h04

O Palmeiras adoça a boca do torcedor por alguns períodos, ameaça fazer bonito, empolga e, na hora H, retoma o bem conhecido roteiro de decepções. E em muitas vezes em casa, como ocorreu na noite desta quarta-feira, ao perder para a Ponte Preta por 1 a 0 no Allianz Parque. A turma de Marcelo Oliveira sofreu a 11.ª derrota no Brasileiro, quase o mesmo número de vitórias (13).

Os dez dias de pausa, depois da surra de 5 a 1 para a Chapecoense, não adiantaram coisa alguma para os palmeirenses. A equipe voltou a campo com a mesma falta de inspiração anterior. Não se poupou diante da Ponte, é fato; tampouco jogou como quem tinha obrigação de recuperar-se.

O Palmeiras fez apresentação bem mediana, de equipe que se conforma com o papel de coadjuvante e abre mão de ser protagonista. A vibração da virada do turno ficou para trás, não funcionou o ataque – um dos mais eficientes do campeonato – e o meio-campo perdeu o brilho.

Voltou a ser comum o Palmeiras, para decepção dos quase 30 mil que foram ao estádio. Claro que, de tanto insistir, criou algumas oportunidades. Mas nada que colocasse em desespero Marcelo Lomba, goleiro do time campinense. Um dos recursos mais surrados foi o de jogar bola para a área, na tentativa de encontrar uma cabeçada salvadora. Pouco, pobre, para quem flertou com o G-4 e, em determinado período, acenou com a briga pela liderança.

O gol que levou à derrota foi marcado aos 36 do primeiro tempo, por Marcelo Bob, em mais um desses pênaltis discutíveis: a bola bateu na mão do zagueiro Victor Ramos. Antes disso, e depois desse lance, a Ponte construiu raras ocasiões de gol. Ainda assim, com futebol limitado, segue a reação, encosta no próprio Palmeiras (45 a 44 pontos) e incomoda na parte de cima.

O Palmeiras, pelo jeito, deve concentrar-se de vez na Copa do Brasil, se quiser encerrar a temporada com algum troféu. E, também, se pretende afastar a impaciência do torcedor, que pegou no pé de alguns jogadores (Alecsandro foi o alvo principal) e do time, ao vaiar no final do jogo.

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