Pizzi, outro técnico argentino em alta

Antero Greco

23 de junho de 2016 | 13h42

Os técnicos argentinos continuam cheios  de moral.

O mais novo nessa constelação é Juan Antonio Pizzi, o Lagarto, apelido dos tempos de jogador de futebol.

Pois o Lagarto, aos 48 anos, anda exibindo sorriso enorme pelos campos norte-americanos, neste centenário da Copa América. Por causa da campanha do Chile, seleção sob o comando dele, que passou pela Colômbia e vai à decisão diante da Argentina de Messi & Cia., domingo, em Nova Jersey.

“… Uma Roja indestrutível. A máquina ruge. Esta seleção, a chilena, parece um bólido perfeito…” , sentenciou na primeira página o jornal El Mercurio, após os 2 a 0 marcados logo no início do jogo da noite de quarta-feira, posteriormente paralisado por duas horas e meia, em virtude de uma trovoada que caiu sobre Chicago.

Quando Pizzi foi confirmado como substituto de Jorge Sampaoli, em janeiro, muita gente ficou desconfiada. Afinal, Sampaoli tinha desempenho brilhante com a equipe vermelha e até se chegou a falar dele na seleção brasileira.

E o Lagarto, quem era?

Esclarecimentos são necessários: embora ainda jovem, e com a carreira de técnico no início, tinha uma história de artilheiro, que passava pela Argentina e pela Espanha, com títulos pelo Barcelona, de 1996 a 98, época em que jogou ao lado de Rivaldo. Também naturalizado espanhol, jogou pela “Fúria” o Mundial da França, em 1998, com direito a um gol marcado.

Sendo assim, era alguém de nome, com títulos já como técnico pela Universidade Católica do Chile e pelo San Lorenzo, da Argentina.

Uma tentativa ousada dos dirigentes chilenos, que foram buscá-lo no Leon, do México, no começo do ano. Chegou e já ficou com moral.

A participação chilena na Copa América diz tudo. Como escreveu o jornalista Enzo Garrido, de El Mercurio: “A Roja está outra vez onde lhe agrada: a uma partida da eternidade.”

Que venham os argentinos!

(Com participação de Roberto Salim.)

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