Por que não jogos no mesmo horário?

Antero Greco

28 Novembro 2015 | 02h09

Goiás, Vasco, Coritiba, Figueirense e Avaí formam um quinteto de desesperados. Três deles vão juntar-se ao Joinville na disputa da Série B de 2016. O destino de alguns pode definir-se ainda neste final de semana, na penúltima rodada do Brasileiro. Seria justo, portanto, que jogassem no mesmo dia e horário. Certo?

Errado. Ao menos para a CBF. A briga na parte de baixo da classificação foi ignorada pela entidade, que não se deu o trabalho de deixar todas as partidas para o domingo. Por isso, neste sábado o São Paulo recebe o Figueirense (16.º colocado, com 40 pontos) às 17 horas. Mais tarde, às 21h00, o Avaí (17.º com 38) joga em casa com a Ponte Preta.

A distorção prossegue no domingo. O Vasco (antepenúltimo, com 37) entra em campo, em São Januário, para enfrentar o Santos. Depois, às 18h00, o Coritiba (15.º, com 40) vai ao Allianz Parque pegar o Palmeiras e o Goiás (penúltimo, com 35) joga com a Chapecoense, no campo adversário.

Na teoria, Coxa e Goiás saberão, no segundo tempo, qual a situação em que se encontram e o que, eventualmente, devem fazer para garantir melhor sorte. Se for possível.

Mas não cabem elucubrações – como, por exemplo, dizer que Vasco e Coritiba pegarão Santos e Palmeiras reservas. Um torneio sério indicaria jogos na mesma hora.

E os clubes têm coragem de peitar a televisão?