Por que não Santos x Peñarol?

Antero Greco

18 de maio de 2011 | 19h20

Estou cá a imaginar uma final entre Santos x Peñarol, para dar um salto no tempo e voltar para os primórdios da Taça Libertadores. Ambos foram os primeiros bicampeões da competição continental – os uruguaios em 1960 e 61, os brasileiros em 1962 e 63 – e continuam na briga na edição de 2011. E, em minha avaliação, são dois dos melhores que sobraram e abriram vantagem no primeiro duelo das quartas de final.

O Santos tem tudo para confirmar a vaga no duelo com o Once Caldas, nesta quarta-feira, no Pacaembu. Na semana passada, o bicampeão paulista teve comportamento maduro, seguro, paciente, para chegar à vitória por 1 a 0 na Colômbia. Agora, sem o desgaste adicional de viagem, pode controlar a situação e seguir para a semifinal. O rival é encardido quando joga fora de casa, mas tecnicamente é inferior ao Santos.

Para não passar susto ou topar com decepção o Santos só não pode repetir a atitude do Cruzeiro, que relaxou depois de bater o Once Caldas por 2 a 1 como visitante. O campeão mineiro achou que a questão estava resolvida e, quando se deu conta, levava 2 a 0 em Sete Lagoas e via o sonho do tricampeonato ir para o espaço.

Por isso, Muricy coloca pilha na equipe. Desde domingo, logo após a vitória sobre o Corinthians, alertou várias vezes para a necessidade de o Santos continuar “ligado”. O treinador pretende aproveitar o embalo positivo provocado pela conquista da taça local para mostrar a seus jogadores que estão em condições de saltos mais atrevidos.

Não vejo como pretensiosa a intenção santista de chegar à final. Os times que sobraram não lhe são superiores. Ok que o Santos também não é extraordinário, mas conta com jogadores que podem resolver. E um deles – Neymar – é uma grande aposta. O rapaz vive uma fase de brilho intenso e, assim como escrevi que poderia ser o destaque no Paulista, agora afirmo que pode se lançar definitivamente no mercado mundial com a eventual fatura da Libertadores.

Não é insano pensar nisso.

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