Palmeiras agrava o desastre do Flu

Antero Greco

16 de setembro de 2015 | 22h13

A sabedoria das arquibancadas ensina que, quando a fase é ruim, sempre pode ficar pior. O exemplo é o Fluminense. No primeiro tempo do jogo com o Palmeiras, na noite desta quarta-feira, fez 1 a 0, mas poderia ter terminado com dois, pois Fred perdeu gol feito. No início da segunda etapa, teve outra chance para dobrar a vantagem, mas Fred chutou pênalti pra fora.

O destino deu duas oportunidades para o tricolor carioca sair do sufoco em que se encontra. Não aproveitou. O que ocorreu, em seguida? Desmoronou, despertou os palestrinos, que aproveitaram todas as brechas que surgiram, viram e golearam por 4 a 1. Um constrangimento terrível para os torcedores que foram ao estádio e viram a sexta derrotas em sete jogos.

O panorama não indicava tropeço tão infeliz para o Flu. Ao menos na primeira metade do jogo. O time de Enderson Moreira (demitido após a partida), sem ser brilhante, soube ser um pouco melhor do que o Palmeiras. A ponto de fazer 1 a 0 com Jean, numa falha do zagueiro Jackson ao tentar a rebatida para fora da área. Já a equipe de Marcelo Oliveira não incomodou Diego Cavalieri em nenhum momento; seguia roteiro da apresentação fraca na derrota para o Inter (1 a 0).

Na outra metade, a história mudou, a partir de alterações. Rafael Marques entrou no lugar de Egídio (Zé Roberto passou para a lateral) e depois Lucas Barrios tomou a vaga de Alecsandro. O Palmeiras ficou mais veloz e atrevido, chutou a gol, testou a sorte. E ela lhe foi favorável, quando Fred cobrou mal o pênalti cometido por Prass em Cícero. Na verdade, não foi falta, pois o jogador do Flu foi esperto ao cair assim que percebeu a proximidade do goleiro.

Dali em diante nada mais funcionou para o Flu. Erros ocorreram um atrás do outro e resultaram nos gols de Barrios (o de empate, o terceiro e o quarto) e o de Gabriel Jesus.

Resultado duro, que nem deu a dimensão da diferença entre as duas equipes. A diferença está no estado de ânimo de cada um: no Flu, zagueiro fura (Antonio Carlos no terceiro gol), passes não pegam o efeito desejado. No Palmeiras, erros se transformam em gols (Gabriel Jesus pisou na bola, no gol de empate, e esta sobrou para Barrios).

O Flu volta a conviver com o fantasma do rebaixamento. O Palmeiras sonha de novo com uma boquinha no bloco que vai para a Libertadores.

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