Palestra cobra do Avaí surra da Chapecoense

Antero Greco

17 de outubro de 2015 | 22h17

A expressão “pagar o pato” é velha, mas caiu muito bem para o que aconteceu com o Avaí, no começo da noite deste sábado, em Florianópolis. Duas semanas atrás, o Palmeiras voltou de Santa Catarina esfolado por surra de 5 a 1 que levou da Chapecoense. Agora, descontou em que não tinha nada a ver com a história e retorna com vitória por 3 a 1 na bagagem.

O time que Marcelo Oliveira mandou a campo foi bem diferente das últimas apresentações, incluída a derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta no meio da semana, no Allianz Parque. O treinador mexeu bem na equipe, por opção tática e para dar descanso a alguns titulares que enfrentarão o Fluminense, pela Copa do Brasil.

As mexidas saíram melhor do esperado. O Palmeiras soube impor-se e, ao contrário de outras ocasiões em que falhou diante de adversários mais frágeis, ganhou com alguma facilidade. Com ajuda dos argentinos Mouche, Allione e Cristaldo, que há muito não jogavam juntos. Eles tiveram participação importante na construção do placar.

Placar que foi aberto por Gabriel Jesus, aos 16 minutos do primeiro tempo. A vantagem aumentou a pressão para cima do Avaí, que esboçou reação, equilibrou, mas cedeu com o gol de Cristaldo, aos 15 da etapa final. Ainda teve força para diminuir com André Lima, aos 21, mas sucumbiu de vez com o gol de Dudu aos 32 minutos.

A vitória mantém o Palmeiras na briga pela quarta colocação no Brasileiro, apesar da grande concorrência, com Santos, Flamengo, São Paulo e outros. O mais importante, porém, foi devolver confiança, poucos dias antes do clássico com o Flu, na semifinal da Copa. A competição passou a ser prioridade, como alternativa para título e, de quebra, vaga na Libertadores do ano que vem.

Basta o Palmeiras não negar fogo na hora H.

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