Palmeiras perde o rumo contra a Chapecoense

Antero Greco

04 de outubro de 2015 | 20h39

O Palmeiras fez a pior e mais desastrada apresentação no Brasileiro na noite deste domingo. E, por isso, mereceu a surra, a sova, a lavada de 5 a 1 que tomou da Chapecoense, em Santa Catarina. O jogo inusitado foi marcado também pela expulsão, depois anulada, do lateral Egídio, em lance que teve todo jeito de interferência externa.

Um desavisado que visse a partida sem saber como anda o campeonato chegaria à conclusão de que o Palmeiras lutava para fugir do rebaixamento e a Chapecoense brigava ao menos por vaga no G-4. Ou seja, o inverso do que aponta a tabela. Os palestrinos foram um horror, um bando em campo e viraram presa facílima para a turma da Chape.

A Chapecoense dominou do início ao fim, foi um tormento para Fernando Prass até nos acréscimos do segundo tempo. Pelo jeito, ganhou fôlego ao se classificar, no meio da semana, para as quartas de final da Copa Sul-Americana.

A vontade com que se lançou ao ataque foi extraordinária – e logo aos 4 minutos ficou em vantagem, com Neto. O Palmeiras sentiu o baque e dali em diante a conta só aumentou, com Camilo aos 23 do primeiro tempo, Tulio aos 9, Barbio aos 19 e Ananias aos 42 da etapa final. Para não ficar no zero, teve o gol de Dudu aos 13.

O resultado revelou fragilidade que parecia página virada no Palmeiras. Para o palestrino, a apresentação deste domingo evoca velhos fantasmas, aqueles dos momentos em que a equipe deu vexames históricos, sofreu humilhações e perdeu o rumo. Por sorte, há pausa de dez dias para Marcelo Oliveira pensar o que levou a tamanho vexame.

Anjo eletrônico. Fora a lambada, fato que chamou a atenção foi o episódio com Egídio. O lateral do Palmeiras dividiu com Willian Barbio, tocou na bola e só depois houve choque com o atacante da Chapecoense. O árbitro Jailson Freitas mostrou o vermelho na hora. Mas, após muito tempo de conversa com auxiliares, atendeu a informação do quarto árbitro, anulou tudo, voltou atrás e deu bola ao chão.

Pareceu clara a “assoprada” de alguém de fora, ao conferir imagens da televisão. Evidentemente isso será negado. Mas está na hora de a Fifa deixar tradicionalismo de lado e admitir que se façam ao menos testes com recurso da tevê em lances polêmicos. A modernidade agradece.

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