Palmeiras tropeça em problemas e na Ponte

Antero Greco

21 de maio de 2016 | 19h29

Sabe a chuva pesada que caiu sobre São Paulo na madrugada deste sábado e botou medo em muita gente? Pois foi mais ou menos como água gelada e forte que despencou sobre o Palmeiras a derrota por 2 a 1 para a Ponte Preta, à tarde, em Campinas. O tropeço após excelente largada fez emergir todos os medos que o torcedor tem com o time.

A vibração dos 4 a 0 sobre o Atlético-PR, uma semana atrás, desapareceu no Moisés Lucarelli. Em vez da equipe atrevida, agressiva e coordenada, o que se viu foi um Palmeiras perdido, atônito, engolido pelo adversário. Parecia aquele time dos piores pesadelos provocados em seus fãs.

A marcação errou, do meio-campo à defesa, na mesma proporção em que a Macaca se apoderou do jogo. Matheus Jesus, João Vitor, Ravanelli anularam o meio palmeirense e serviram à vontade Clayson, Wellington Paulista e Felipe Azevedo, autor dos dois gols, ainda no primeiro tempo.

Em ambos os lances decisivos, Felipe Azevedo teve liberdade para concluir. Falhas pelo alto e por baixo, tão repetidas e ressentidas em outras épocas, prevaleceram. Tchê Tchê e Egídio foram anulados, não conseguiram criar jogadas pelos lados e ainda tiveram pressão dos atacantes pontepretanos.

O Palmeiras travou, eis o resumo. Não acertou mais de uma sequência e só chegou ao gol (com Moisés, aos 45 do segundo tempo), quando não dava mais para ao menos brigar pelo empate. Nem as mudanças de Cuca deram resultado: entraram Dudu, Rafael Marques e Moisés nos lugares de Matheus Sales, Roger Guedes e Alecsandro.

Cuca, excluído por reclamação, não soube manejar os jogadores que tem à disposição. E são muitas as alternativas. Eis pecado mais grave que comete, com todo o tempo que tem tido para treinar e observar o grupo.

 

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