Palmeiras, derrota e a queda de Marcelo

Antero Greco

10 de março de 2016 | 00h35

Não é sempre que Fernando Prass faz milagres, como contra o Rosario Central. Nem sempre o adversário é o Capivariano, como nos 4 a 1 de domingo. Por isso, o Palmeiras voltou a normal e perdeu do Nacional por 2 a 1, dentro do Allianz Lotado, na noite desta quarta-feira.

E como nem sempre há ajuda divina, não estranha que sobre para o treinador. E sobrou para Marcelo Oliveira, que viu o fim de linha da passagem pelo Palestra por causa da falta de rumo do time. A derrota nesta quarta-feira apenas consolidou o processo de desgaste.

Mesmo com a torcida a favor, o suspenso (e agora demitido) Marcelo Oliveira não conseguiu colocar o time em campo para jogar bem pela Libertadores. Difícil de entender que o treinador acreditasse que com Thiago Santos, Jean e Robinho o meio-campo fosse armar jogadas para os atacantes.

As falhas vinham se repetindo nas partidas e foi assim também nesta quarta: a bola rola na intermediária, os passes saem errados e os adversários se valem de marcação forte. Contra a equipe uruguaia não foi diferente. E, quando o Palmeiras levava vantagem, o goleiro Conde estava lá para pegar: numa bola desviada pela zaga, num chute de Cristaldo e num toque fraco de Gabriel Jesus.

Aos poucos o Nacional foi gostando do jeito que o Palmeiras se entregava. Aos 35 minutos, Nico Lopez mandou de calcanhar na trave palmeirense. Dois minutos depois, num cruzamento da direita, a defesa rebateu para o meio da área e dessa vez Nico Lopez não desperdiçou: passou pelo goleiro palmeirense e fez 1 a 0.

Mais três minutos e Barcia aumentou o placar em um contra-ataque, enquanto os palmeirenses reclamavam de falta (que foi) em Cristaldo. Quando tudo parecia perdido ainda no primeiro tempo, Fucile fez uma falta grotesca em Gabriel Jesus e foi expulso. E já nos fez uma falta grotesca em Gabriel Jesus e foi expulso. E já nos descontos, o próprio Gabriel marcou o gol alviverde e saiu correndo com a bola, vibrando muito até o meio de campo.

No segundo tempo, a vibração não acompanhou o Palmeiras, que voltou sem alterações. Mais uma vez manifestava-se a teimosia de Marcelo Oliveira. As chances eram todas nos cruzamentos para cinco cabeçadas de Vitor Hugo, numa noite que não era do zagueiro artilheiro. Entraram Allione, Egídio e Alecsandro, mas os brasileiros sucumbiram diante da catimba uruguaia, que no finalzinho tiveram mais um jogador expulso – Léo Gamalho.

Na bacia das almas, até Fernando Prass foi para a área tentar o cabeceio.

Não era noite de milagres, definitivamente, como ficou provado no chute que o lateral Lucas mandou para a trave, com o gol aberto à sua frente.

E era o fim de linha de Marcelo Oliveira.

(Com Roberto Salim.)

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