Ponte segura Timão. Mas só um pouco

Antero Greco

04 de outubro de 2015 | 18h23

A Ponte Preta quase conseguiu a proeza, rara neste campeonato, de bater o Corinthians. Perdia por 1 a 0, conseguiu virar em dois minutos, na etapa final, mas cedeu o empate por 2 a 2. Com o resultado, se mantém no bloco intermediário, enquanto o líder viu diminuída a diferença para o Atlético-MG (61 a 56). Mas só um pouco.

O Corinthians passou, assim se pode dizer, por outro teste complicado na arrancada final do campeonato. Topou com um adversário que acelerou, nas últimas rodadas, com quatro vitórias consecutivas, e volta de Campinas com um ponto. Nada mal para quem acumulou gordura ainda suficiente para ter folga razoável em relação ao mais direto perseguidor.

O jogo teve roteiro parecido com tantos e tantos outros protagonizados pelo Corinthians. Você sabe qual é? A rapaziada de Tite toca muito (e bem) a bola, troca passes, chama o rival para o próprio campo e dá o bote. Método manjado e eficiente. Que deu certo no primeiro tempo, com o gol de Jadson marcado aos 43 minutos. O artilheiro alvinegro chegou ao 12.º gol com uma bola muito bem colocada, sem chance para Lomba.

O Corinthians, no entanto, cometeu erro também já visto anteriormente. No segundo tempo, tratou de poupar-se. Por mais que o técnico e jogadores digam o contrário, ficou evidente que apostou no relógio e na ansiedade.

Tudo ia bem até os 14 minutos, quando Elton empatou (lance normal, sem impedimento). A Ponte se animou e virou aos 16, com Diego Oliveira, que havia entrado no lugar de Cristian. Uma troca ousada de Doriva, ao tirar um jogador de meio-campo para colocar um atacante.

Depois de se refazer do relaxamento e da surpresa, o Corinthians voltou a acordar. E, como a maré anda pra lá de boa, empatou com Rodriguinho aos 37. Também mudança acertada, pois havia entrado na vaga de Elias. Dali em diante, as duas equipes perceberam que o empate não era ruim para nenhuma delas – e retomaram a cautela.

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