Presente de São João: enfim, Palmeiras numa decisão

Antero Greco

22 de junho de 2012 | 00h59

As festas juninas para os palmeirenses finalmente serão mais alegres: depois de 12 anos, o time chega a uma decisão de torneio nacional – e competição de peso, como é o caso da Copa do Brasil. A vaga para a disputa do título com o Coritiba veio na noite desta quinta-feira, no empate por 1 a 1, tenso e molhado, com o Grêmio, na Arena Barueri. 

Jogo que fez Felipão e Valdivia brilharem. O técnico, porque chega a uma final, o que não ocorria desde a Eurocopa de 2004, em Portugal. O atleta, pelos infindáveis problemas que enfrenta. Em contraposição, ofuscou Luxemburgo, que há muito procura resgatar os tempos de glória. E também mostrou um Kléber apagado no reencontro com sua ex-torcida.

O Palmeiras a rigor garantiu presença na finalíssima na semana passada, com os 2 a 0 em cima da hora em Porto Alegre. A vantagem que trouxe do Sul contou demais para a turma de Luiz Felipe Scolari. A responsabilidade de tirar o peso das costas recaiu sobre os gaúchos. Eles tinham de desfazer o nó em que se meteram em casa.

Vanderlei Luxemburgo, ainda assim, ficou um tanto indeciso, se colocava o time à frente, com o risco de se expor, ou se esperava o Palmeiras vir pra cima e partir no contragolpe. Quase se complica com menos de dois minutos, após cruzamento de Mazinho em que Daniel Carvalho chegou atrasado.

O susto inicial fez o Grêmio ficar esperto, e também nervoso. Isso se refletiu nas poucas jogadas mais bem elaboradas no ataque e nas divididas ríspidas. E em bate-bocas e provocações entre os jogadores. Melhor para o Palmeiras, que apostou no descontrole do adversário, reforçou a marcação e, aí sim, esperou chance para contra-atacar. Teve uma segunda oportunidade, em cabeçada de Maurício Ramos que Vítor defendeu. O Grêmio arriscou também duas vezes: uma com Marco Antônio, outra com Kléber.

Luxemburgo colocou o time à frente, na etapa final, e o Grêmio “entrou no jogo” com o gol de Fernando. Mas Valdivia, que havia substituído Daniel Carvalho, relembrou os tempos de El Mago e empatou. Não só deixou o placar igual, como aproveitou para testar mais o autocontrole dos gremistas. Bem a seu estilo agente provocador. 

Num desses lances, a bola sobrou para Barcos, aos 34 minutos, que arrancou para a área, sofreu falta de Rondinelli e o tempo fechou. O jogador do Grêmio foi expulso, na sequência Edilson levou vermelho por dar soco em Henrique. Para compensar, o juiz expulsou também o capitão palmeirense. Depois da confusão, Valdivia cobrou a falta e a bola bateu na trave. Depois, não teve mais jogo.

Com isso, o meio de semana aprontou uma boa: dois velhos rivais paulistanos, Corinthians e Palmeiras, chegam a decisões importantes. Ao mesmo tempo em que frequentam as últimas colocações do Campeonato Brasileiro. Vai entender…

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