Ainda a dúvida: quem corrompia a CBF?

Antero Greco

07 de dezembro de 2015 | 00h35

Antes do início das partidas deste domingo pelo Campeonato Brasileiro, os jogadores cruzaram os braços, pedindo a renúncia de Marco Polo del Nero do cargo de presidente da CBF. Finalmente os jogadores se manifestaram sobre uma situação que persiste há muito tempo: dirigentes mandam no show que eles apresentam.

Isso é muito bom, significa um passo adiante da turma do Bom Senso Futebol Clube.  Chega de dúvidas e acusações. É hora de tomar atitudes. Ex-presidentes da entidade estão tendo de se explicar. E o atual, licenciado por 150 dias, também entrou na lista dos investigados pela polícia americana.

Se as investigações seguirem em frente, virá também o momento de mais gente dar explicações. Agora, por exemplo, também o quase centenário João Havelange estaria no alvo, segundo informações da BBC, de Londres. E por aí vai.

Mas, se os cartolas nacionais – e muitos estrangeiros – realmente engordaram as contas bancárias com dinheiro de corrupção, vendendo facilidades, em acordos que envolviam competições, publicidade, seleção, há uma pergunta? Se vendiam, quem comprava?

De onde vinham as propinas que corrompiam o futebol, a seleção, exigindo a convocação deste ou daquele jogador? Quem durante anos mandou na CBF?

Será que um dia ainda serão conhecidas as respostas?

Ou todos teremos de ficar só de braços cruzados?

(Com colaboração de Roberto Salim.)

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