Rapaziada de Magnano resgata tradição do basquete brasileiro

Antero Greco

11 de setembro de 2011 | 00h41

Fazia tempo que não me emocionava com esporte. Pois na noite deste sábado, a rapaziada do basquete me fez vibrar e ter um momento de torcedor. A proeza desse grupo comandado pelo argentino Ruben Magnano foi extraordinária. Tirar o Brasil da fila de 16 anos sem Jogos Olímpicos é algo para lembrar-se sempre. E, o que é mais importante, se trata de grupo com potencial para papel bonito em Londres.

Acompanhei o jogo com a República Dominicana com expectativa e tensão pouco acima do normal. Desde o começo a moçada passou confiança e a certeza de que, desta vez, não iria negar fogo, como ocorreu com outras turmas, em tentativas anteriores. Na verdade, estava tranquilo desde anteontem, após a vitória sobre a Argentina. Aquele foi o resultado que colocou os brasileiros na Olimpíada. Evitar os anfitriões na semifinal deu moral para este sábado e era importante para tirar pressão.

O Brasil evitou os erros do confronto da fase de grupos, soube superar a marcação dominicana, também se esmerou em bloquear as descidas rivais e foi quase impecável nos arremessos, sobretudo de média distância. Magnano também utilizou o banco com inteligência, a ponto de o time chegar inteiro aos minutos finais e aos83 a76 definitivos.

Foi emocionante acompanhar pela televisão e ver como o astro de sempre, Wlamir Marques, se comoveu com a proeza dessa nova geração. Marcelinho Huertas, Thiago Splitter, Alex, Nezinho, Caio e todos os demais honraram a história do basquete nacional. Merecem ser recebidos com tapete vermelho, assim como o treinador que já conquistou ouro olímpico com o país dele. E azar daqueles jogadores que não acreditaram nessa equipe e roeram a corda antes da hora.

 

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