Real bate o Schalke. E falam em crise?!

Antero Greco

18 de fevereiro de 2015 | 20h14

Quando há muita fartura, a mínima escorregada dá o que falar. É o caso do Real Madrid. O clube tem alguns dos principais jogadores do mundo, nem um ano atrás conquistou pela décima vez o título europeu e, no fim do ano, outro Mundial. Fora os títulos domésticos.

Motivo de festa para qualquer torcedor. Menos para o madridista. Como não está na liderança do Campeonato Espanhol deste e por ter perdido algumas vezes para o rival Atlético de Madrid (a última, 4 a 0), já se fala em crise. Acrescente-se a isso uma festa dos jogadores, no aniversário de Cristiano Ronaldo, justo depois da goleada no Vicente Calderón – e o caldo entorna, como se fosse o fim dos tempos.

Calma lá. Há um exagero nessa história de Real Madrid em parafuso. Pode não viver o momento melhor na temporada, e ainda assim é forte pra caramba. A prova veio nos 2 a 0 sobre o Schalke04, nesta quarta-feira, na Alemanha. O jogo valeu pelas oitavas de final da Uefa Champions League e os espanhóis deram passe enorme para a classificação.

Não foi espetáculo, eis a restrição. Ficou longe dos 6 a 1 diante do mesmo adversário, no mesmo local (Gelsenkirchen), na edição anterior. E daí? Qual o problema? Quem disse que as histórias dos confrontos são sempre iguais?

O Real Madrid ganhou – e, na minha opinião, sem esforço sobre-humano. Um gol de Cristiano, outro de Marcelo foram suficientes para mostrar quem dava as cartas. O português não esteve exuberante, e só marcou o dele e deu o passe para o colega brasileiro. Imaginemos se estivesse inspirado. O Schalke teve uma grande oportunidade, numa bola no travessão. E só.

Ou seja, pelo elenco que tem se cria a expectativa de recital, apresentação memorável, festa. Tomara fosse assim. Às vezes, não dá. E, mesmo em “crise”, o Real sobra e mostra que continua dentre os candidatos com destaque para botar outra vez a mão na taça.

Ah, como eu gostaria que times brasileiros vivessem esse mesmo “drama” do Real…

 

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