Rentería desmancha sonho sul-americano do Grêmio

Antero Greco

16 de novembro de 2012 | 00h57

O colombiano Rentería deu trabalho ao Grêmio quando jogava no Internacional. Ele saiu do Sul, rodou por aí (teve passagem até pelo Santos), voltou para casa e… mais uma vez atravessou o caminho do velho rival. Com os dois gols que marcou nos minutos finais, garantiu a vitória por 3 a 1, despachou a equipe de Vanderlei Luxemburgo e colocou o Millonarios na semifinal da Copa Sul-Americana. O próximo adversário é o Tigre, da Argentina.

O estádio El Campin, nos 2640 metros de altitude de Bogotá, viveu noite memorável, inesquecível para os torcedores do Millonarios e tormentosa para os fãs do Grêmio. O time da casa precisa ganhar por dois gols de diferença, se quisesse seguir adiante na competição, pois havia perdido por 1 a 0 em Porto Alegre. Ou devolver o placar e definir nos pênaltis.

Tarefa complicada, que ficou ainda mais delicada, depois de Werley abrir o marcador no primeiro tempo. Era tudo que o Grêmio queria, uma vantagem folgada, que lhe permitisse esvaziar o ânimo dos anfitriões. O Millonarios, então, partiu pra cima, pressionou, jogou na base do tudo ou nada. À espera de uma noite milagrosa.

Caramba, e não é que a graça aconteceu?!?! A casa do Grêmio começou a ruir aos 15 da etapa final, com o gol de empate marcado por Cosme. Impressionante como o Millonarios passou a acreditar na possibilidade da virada. Que veio e na medida exata, com os gols de Rentería aos 35 e aos 48, em cobrança de pênalti contestado pelo tricolor gaúcho. E, na minha opinião, contestado com razão.

O Grêmio fica, assim, de mão abanando, e precisa se desdobrar para terminar o Brasileiro em segundo lugar e garantir vaga direta para a Libertadores. O São Paulo pega a Universidad Catolica, na outra semifinal. E aqui faço um mea-culpa: esculhambei o Millonarios, quando derrotou o Palmeiras. Pode não ser uma maravilha, mas o time colombiano se mostrou competente e atropelou dois brasileiros. Merece estar na briga pelo título.

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