Rivaldo e a lembrança de quando éramos campeões

Antero Greco

09 de fevereiro de 2013 | 21h53

O Corinthians empatou com o São Caetano por 2 a 2, na tarde deste sábado, no Pacaembu. Resultado que não foi legal para o campeão do mundo. Muito menos para o Azulão, que anda na zona de rebaixamento do Campeonato Paulista. De um lado, marcaram Rivaldo e Danielzinho. Do outro, Guerrero e Paulinho.

Rivaldo, eis aí quem me chamou a atenção. Com 40 anos, ele continua a desfilar pelos campos. É um renitente, resistente, inoxidável boleiro. Imagino que tenha feito um bom pé de meia, nas duas décadas que tem como profissional de alto nível. Suponho, portanto, que não seja por dinheiro que ainda se submeta à rotina de jogador.

Prefiro entender que seja por amor à bola, por não se sentir em condições de abdicar desse vício que todo amante do futebol tem desde garoto. O físico é quase o mesmo de quando despontou no Mogi Mirim (um pouco mais encorpado, vá lá), a visão de jogo é extraordinária. Talvez o fôlego e a velocidade tenham diminuído.

É sempre um prazer ver Rivaldo em ação. Mesmo que fique apagado por um tempo, como aconteceu na primeira parte do duelo com o Corinthians, a gente fica na expectativa de que alguma pode aprontar. E aprontou, no gol de empate logo no começo da etapa final. Entrou livre, iludiu a marcação e completou cruzamento. Saiu de campo aos 16 minutos.

Rivaldo não fez muito no início dessa aventura no São Caetano, depois de voltar de Angola, onde andou dando seus chutes e dribles. Mas, já um vovô nesse meio, ainda é melhor, muito melhor, do que muito rapazinho aspirante a astro. Com tanta tranqueira que tem por aí, ver Rivaldo no gramado é renovar a lembrança de que, não faz muito tempo (quase 11 anos), ainda éramos os campeões do mundo.

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