Rogério Ceni, o bom velhinho

Antero Greco

12 de fevereiro de 2015 | 00h46

Rogério Ceni estava convencido a pendurar as chuteiras em dezembro passado, logo após a última rodada do Campeonato Brasileiro. Pouco antes do término da temporada, porém, voltou atrás e prorrogou contrato com o São Paulo até depois da disputa da Libertadores deste ano.

Ainda bem. Não fosse pela pressão de muita gente, incluído nessa lista o técnico Muricy Ramalho, o futebol teria se privado de uma atuação impressionante do quarentão goleiro tricolor. Como se fosse um garoto, pela elasticidade e pelos reflexos, arrasou no clássico da noite de quarta-feira, e segurou o empate de 0 a 0 com o Santos, na Vila Belmiro.

Rogério Ceni pegou chute de longe, de perto, à queima-roupa, em cobrança de falta. Fez miséria, a ponto de levar os atacantes do Santos ao desespero. No último lance importante da partida, Robinho teve uma chance boa, porém chutou pra fora, pois não sabia mais como tirá-la do alcance do goleiro. Se mandasse para o gol, certamente ele pegaria.

Bacana, emocionante ver um veterano, um vovô da bola, com tamanha tranquilidade e eficiência. Rogério Ceni falha, como todo grande goleiro. No entanto, parece sentir pouco o efeito do tempo. Continua a ser ponto de referência, porto seguro para os companheiros e para a torcida. Para o são-paulino em particular, e para os que gostam de futebol em geral, bom curtir cada momento em que ainda for possível vê-lo em campo, porque depois baterá aquela saudade.

 

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