Rogério Ceni volta no meio da turbulência

Antero Greco

27 de julho de 2012 | 16h16

O torcedor do São Paulo ultimamente não tem tido motivos para comemorações. Mas recebe um alento, com a confirmação do retorno de Rogério Ceni ao gol, depois de seis meses de afastamento. A escalação do goleiro para o clássico com o Flamengo foi confirmado hoje pelo técnico Ney Franco. E volta para ficar o tempo todo em campo.

Alguém pode achar que goleiro é como andorinha – se uma não faz verão, outro sozinho não resolve as mazelas de uma equipe. Mas rebato com outra velha máxima (legal essa, pra não escrever “lugar-comum”…) de que um bom time começa por um bom goleiro. E, salvo aqueles que torcem o nariz para Rogério, há consenso de que se trata de tremendo goleiro.

A presença de Ceni sob as traves transmitirá mais confiança ao restante do time. Ele tem autoridade, história (mais de mil jogos com a camisa tricolor) e sangue-frio suficientes para segurar a onda em momento instável. E o São Paulo vive uma fase de muita turbulência. Dênis se mostrou reserva aceitável, tem potencial para melhorar, mas está longe de ser o Ceni.

O São Paulo ganha também uma alternativa para cobranças de falta. Talvez a pontaria do titular esteja descalibrada, por tanto tempo de inatividade. Só que seu retrospecto sinaliza que a possibilidade de acerto existe, caso venha a ter chance em alguma bola parada.

Rogério Ceni adverte que não se sente o salvador da pátria (mais um chavão, mas tudo bem…) e Ney Franco alerta para o fato de que talvez falte ritmo ao capitão. Ressalvas compreensíveis e desnecessárias. De qualquer modo, o que o torcedor tricolor quer, agora, é alento. E a volta de um ídolo sempre ajuda a melhorar o astral. Rogério, com 39 anos, já aguentou muito tranco. Agora é o caso de dizer: “Segura, São Paulo!”

Vamos ver se melhora o desempenho da equipe, que oscila vais do que Bolsa de Valores em tempos de crise econômica. A Ibovespa até que deu uma reagida leve na semana. Quem sabe o São Paulo não segue a tendência de alta…?

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