Reforma corintiana? Vamos com calma

Antero Greco

17 de junho de 2015 | 18h13

Ouço a todo momento que Tite começa a “reconstrução do Corinthians”, sinal de que as coisas agora vão pra frente. Daí são citados os nomes de Jadson e Renato Augusto como exemplos dessa nova fase. Além de Vagner Love.

É preciso ir com calma, para não atropelar os fatos nem criar falsas expectativas. Jadson e Renato Augusto estão no clube há um bocado de tempo. Ambos alternaram, já, períodos muito bons com fases medianas. Houve momento, até, em que não se firmaram na equipe como titulares.

Agora, por falta de opções – já que tem gente saindo a todo istante – e por desempenho melhor, têm sido importantes para a equipe. Muito bom que seja assim, e isso merece ser ressaltado. Só parece forçar a barra quando se fala em reconstrução usando, digamos assim, material já existente.

O raciocínio pode aplicar-se a Love, embora em menor escala, pois ele chegou nesta temporada. O centroavante entrou bem no clássico com o Inter, no sábado, e marcou o segundo gol, ao aproveitar rebote. Movimentou-se bastante, abriu espaços. Enfim, justificou a escalação durante o jogo.

Daí a cravar que o Corinthians tem o substituto de Guerrero também soa exagerado. Love é experiente, rodado e há algum tempo não acontecem proezas importantes na carreira. O retorno ao Brasil foi uma forma de mantê-lo em evidência, mas o aproveitamento esteve aquém do esperado.

Por isso, Tite o deixou de lado por um tempo, para “aprimorar o condicionamento físico”, conforme se alegou. A estratégia, aparentemente, deu certo. Mas, que tal, esperar um pouco mais? Melhor olhá-lo com confiança e cautela, para também não alimentar ansiedade.

E tem mais: como falar em reconstrução se Fábio Santos, pelo jeito, está de saída? Se Ralf pode ir, se Gil também. Sheik e Guerrero já se mandaram. E quem veio no lugar deles?

O caminho que o Corinthians seguirá ficará claro nas próximas rodadas.