Ressurgem os argentinos do Palestra

Antero Greco

06 de março de 2016 | 18h24

A tropa argentina cresceu e foi significativa no Palmeiras, na breve passagem de Ricardo Gareca. O treinador foi embora, sem esquentar banco nem deixar saudades, e ainda largou patrícios meio perdidos no Palestra Itália. Não se sabia o que fazer com eles, e a maioria deles também bateu asas.

Cristaldo e Allione resistiram, embora tenham perdido espaço no time, por razões variadas. Mas eis que, nas reviravoltas da vida, ultimamente voltaram a dar as caras na equipe. E para resolver.

A dupla marcou nos 2 a 0 sobre o Rosario Central, no meio da semana, pela Libertadores, e contribuiu para a goleada de 4 a 1 no Capivariano, neste domingo, ao abrir a porteira (Allione) e ao consolidar a vantagem (Cristaldo, no terceiro gol, de pênalti).

Mais importante do que isso, se mostram alternativas de valor para Marcelo Oliveira montar a equié para o prosseguimento do Paulista e do torneio continental. Há até quem se entusiasme a ponto de reclamar Allione com lugar fixo de titular no meio-campo. Ganham o técnico e o time.

O Palmeiras cumpriu o papel que se esperava como mandante e diante do concorrente com menor pontuação no Paulista. O Capivariano é candidato firme ao rebaixamento e, por breve momento no primeiro tempo, preocupou: foi quando empatou (Rodolfo, aos 29 minutos). No mais, não passou de sparring e nem tem muito o que lamentar pelo resultado final.

A vitória não coloca o Palmeiras no pedestal nem o transforma em esquadrão. Nem por isso teve valor insignificante. Marcelo e rapazes precisam de uma coleção de triunfos, sobretudo no Allianz, para reforçar a autoestima. E, com ambiente calmo, o treinador tem como fazer mudanças sem pressão em demasia.

Falta ajustar o meio-campo, há a busca por dupla de frente ideal (em condições normais, deve ser Gabriel Jesus e Barrios), a defesa continua exposta com frequência, como aconteceu no gol de Rodolfo, que entrou sem marcação para chutar contra o gol.

Enfim, não é o Palmeiras dos sonhos. Mas é um Palmeiras que vence e, se souber aproveitar a maré favorável, com o tempo será também um Palmeiras que convence.

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