Riascos é vítima de “sincericídio” no Cruzeiro

Antero Greco

17 de julho de 2016 | 20h37

Sinceridade conta muito na vida. Mas, em certos momentos, só traz problemas para quem a cultiva.

Está aí o caso de Riascos para comprovar que, às vezes, com cabeça quente, o melhor é calar. E falar só no dia seguinte.

O colombiano saiu cuspindo abelhas africanas, depois da derrota do Cruzeiro para o Fluminense. Não mediu palavras, numa rápida entrevista para rádio mineira, ao dizer que foi tirado da felicidade para “esta m…”

Claro que o Cruzeiro não é uma porcaria, nem era isso que Riascos pensa de verdade. Provavelmente ele queria referir-se à situação da equipe – e nisso não está errado. O bicampeão nacional de dois anos atrás faz de novo campanha muito ruim, parecida ou até pior do que aquela de 2015.

E isso mexe com as pessoas, com quem trabalha no clube e com a torcida. Todos ficam com os nervos à flor da pele. Ambiente fácil para desentendimentos e explosões.

No caso de Riascos, tem a agravante de que ele estava numa fase boa no Vasco e regressou para a Raposa por força de contrato. Daí, encontra um elenco perdido, um time sem rumo, que se aproxima da zona de rebaixamento. Perde a cabeça. E a razão.

A diretoria opta pelo afastamento para manter a disciplina. Em geral, é assim que agem as empresas, mesmo que estejam erradas. Mas, mais do que empurrar a sujeira para baixo do tapete (no caso, a exclusão de Riascos), que tal fazer autocrítica e detectar por que o Cruzeiro está nessa draga danada?

Ou os cartolas acham que não têm nada a ver com essa queda?

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