San Agustin de Boca, bom de pênalti

Antero Greco

20 de maio de 2016 | 16h12

Goleiro de time grande geralmente faz a diferença. Goleiro de time argentino com certeza resolve a parada – ainda mais jogador de seleção.

Agustin Ignacio Orion, 34 anos, o “San Agustin de Boca”, não é exceção. É regra.

Pegar três pênaltis numa partida decisiva de Libertadores, dentro de La Bombonera angustiada, não é para qualquer um. E o goleiro do Boca Juniors não é qualquer um: catou logo três em sequência na disputa de pênaltis contra o Nacional do Uruguai, na noite de quinta-feira, e se consagrou.

O jogo já tinha sido emocionante: os uruguaios saíram na frente e só levaram o empate numa arrancada fulminante o jovem Pavon, pela direita. Acontece que a juventude, a garra e a empolgação do estádio traíram o craque, que comemorou o gol tirando a camisa: como já tinha o cartão amarelo, foi expulso.

Com um a mais, o Nacional ainda tentou resolver nos noventa minutos. Mas a decisão da vaga foi para os pênaltis mesmo. O goleiro do Nacional defendeu dois.

Mas Orion, com nome de constelação, estava com a estrela mais brilhante da noite: pegou os três últimos. Uma sequência histórica, que lhe rendeu as manchetes dos jornais argentinos desta sexta-feira e uma mensagem carinhosa de um ex-companheiro de clube: o artilheiro são-paulino Jonathan Calleri. Ele escreveu: “Você merece, pela boa pessoa que é.”

Se o Boca for à finalíssima e o São Paulo passar pelo Atlético Nacional da Colômbia, os dois se encontrarão em campo. Em lados diferentes. A estrela que brilhar mais levantará a taça.

(Com participação de Roberto Salim.)

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