Santos agora deve embalar na Taça Libertadores

Antero Greco

20 de abril de 2011 | 21h32

Algumas semanas atrás, depois de início displicente, parecia que o Santos cairia ainda na primeira fase da Taça Libertadores. O fantasma da eliminação, porém, foi espantado, com três vitórias consecutivas – contra Colo Colo (3 a 2), Cerro Porteño (2 a 1) e Deportivo Tachira (3 a 1, na noite desta quarta-feira). O campeão da Copa do Brasil ficou em segundo lugar no seu grupo, pega o América do México na próxima fase, mas embalou na competição.

O Santos das primeiras rodadas era apático, instável, vivia momento complicado, com a saída de Adilson Batista, com o novo período de interinidade de Marcelo Martelotti e com a expectativa em torno da chegada de Muricy Ramalho. Além disso, Neymar estava fora e Ganso retornava de longo afastamento, porém cercado de boatos sobre eventual saída. Enfim, motivos não faltavam para duvidar de seu futuro na competição sul-americana.

A força do Santos apareceu na segunda parte desta etapa de grupos, com os nove pontos em seguida. O time voltou a ser confiável e criativo. Para continuar o avanço precisa apenas manter a atenção e a aplicação que mostrou sobretudo nos dois últimos jogos – contra o Colo Colo, em casa, ainda vacilou, ao sair dos 3 a 0 para os 3 a 2 e ao perder Zé Eduardo, Elano e Neymar, expulsos por bobagens.

O Santos desta quarta-feira praticamente liquidou com qualquer chance do Deportivo Tachira com 15 minutos de jogo no Pacaembu com mais de 37 mil pagantes. Os gols de Neymar (ou de Rouga, contra, já que desviou nele) aos 4 e de Jonathan aos 13 deixaram os venezuelanos grogues. Eles se recuperaram apenas no segundo tempo, quando criaram algumas chances e chegaram a diminuir em cobrança de falta perfeita de Chacon aos 24. Mas Danilo, aos 27, acabou com a ameaça da zebra de passear no Paulo Machado de Carvalho.

Muricy aos poucos acerta o time, a defesa está menos vulnerável, o meio-campo volta a ficar mais sólido com a volta de Arouca e com a retomada de ritmo de Ganso. Na frente, Neymar e Zé Eduardo (que anda perdendo gols) pelo menos se entendem. Dá para acreditar em bons resultados contra o América do México.

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