Santos bate SP com autoridade

Antero Greco

10 de setembro de 2015 | 00h32

O São Paulo estava muito desfalcado, é verdade. O Santos também tinha algumas baixas. Mas, ausências à parte, não há o que contestar nos 3 a 0 dos santistas, no clássico da noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro. A rapaziada de Dorival Júnior mostrou, de novo, que sobe firme, num processo espetacular de recuperação, e já pode pensar em objetivo atrevido no Brasileiro – o G-4 está bem próximo.

O duelo foi definido no primeiro tempo, por méritos alvinegros e erro tricolor (ao menos no segundo gol). Como em outras ocasiões recentes, foi decisivo o desempenho de Marquinhos Gabriel, Gabriel, Rafael Longuini, o substituto de Lucas Lima e autor do segundo gol. Thiago Maia e Renato continuam a fazer bem o papel de proteção à defesa. E Ricardo Oliveira, claro, na frente fez a parte dele, ao levar preocupação à zaga do São Paulo e ao marcar o terceiro e que fechou a conta.

O Santos não deu chance alguma para Michel Bastos, Ganso, Pato e companhia. Desde o apito inicial até o encerramento, se impôs, fechou espaços, mandou no meio-campo, chegou como quis à área de Renan, finalizou com pontaria afinada, avançou até os zagueiros, quando possível (David Braz abriu o placar, em jogada conhecida e eficiente). Enfim, comportou-se como quem sabe o que quer.

O São Paulo ficou atordoado com a postura santista. Amedrontou-se com os gols no primeiro tempo, acusou o golpe e revelou fragilidade com a falta de titulares. No melhor, e raro, momento, viu Michel Bastos acertar o travessão. Ou seja, nem teve o gosto de diminuir a diferença. A partir da metade da segunda fase, considerou mais prudente evitar outros gols, para não voltar com surra maior.

Na soma geral, o São Paulo ainda está na frente (38 contra 37). Mas, por aquilo que têm apresentado, é o Santos quem sobe a ladeira, porque cresce na faixa mais importante da competição, a da reta final. O tricolor continua a ser um enorme ponto de interrogação. Imprevisível imaginar o rumo a tomar nas 14 rodadas que restam para o restante da temporada.

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