Santos com tudo na briga pela ponta. Cruzeiro assustado

Antero Greco

31 de julho de 2016 | 19h03

Havia previsão de acentuada queda de desempenho do Santos, por causa das convocações para a seleção brasileira olímpica. Sei lá, pode até ser que isso venha a acontecer. Até agora, porém, em dois jogos com desfalques, foram duas vitórias. A mais recente delas, os 2 a 0 sobre o Cruzeiro, na tarde deste domingo.

O Santos depende da qualidade individual. Mas Dorival Júnior consegue uma proeza e tanto, que é a de dar padrão coletivo. Por isso, eventuais baixas não são sentidas de forma aguda. Verdade que no primeiro tempo, encontrou dificuldade, diante de um Cruzeiro mais animado do que vinha sendo ultimamente. Na estreia de Mano, mostrou mais velocidade, além de ficar ligado na marcação. Foi até ligeiramente melhor.

No segundo, acabou o repertório do Cruzeiro, na mesma proporção em que o Santos se ajustou, colocou a bola no chão, voltou a trocar passes, como tem sido característico. Dali para outra vitória, não demorou muito, e veio com os gols de Victor Buenos aos 16 minutos e Lucas contra aos 28. Depois dessa vantagem, relaxou, ficou à vontade e não foi incomodado.

O duelo acentuou a eficiência do sistema santista, com muita movimentação e segurança na maneira de conduzir o jogo. Claro que fazem falta jogadores como Gabigol, Lucas Lima (contundido). Bobagem seria dizer o contrário. Mas a boa distribuição tática compensa. Não é por acaso que o campeão paulista está na corrida pela liderança.

O jogo também revelou a intranquilidade do Cruzeiro. Não é time ruim; ao contrário, tem muita gente boa e finaliza que é uma barbaridade. Mas carece de pontaria, de serenidade. Mano vai suar sangue para comandar a reviravolta, se não quiser participar do vexame de rebaixamento inédito. Porém, arrisco a escrever que o Cruzeiro não cai. Poderá terminar em posição intermediária, mas se livra da Série B.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: