Santos discretamente se arruma. Quem sabe…

Antero Greco

13 de julho de 2013 | 22h11

Em várias ocasiões olhei com reservas para o atual time do Santos. Admito que o vejo aquém daquele que conquistou a Libertadores, em 2011, e foi tricampeão paulista. Não tem o vigor dos melhores momentos de Neymar, Ganso e demais Meninos da Vila.

Mas reconheço que, se continuar a fase ascendente, o grupo atual pode dar samba. Não digo nem que vai brigar pelo título, pois não é pra tanto, porém pode não fazer feio no Brasileiro, como pareceu em princípio. Bom indício foi dado na noite deste sábado, com os 4 a 1 sobre a Portuguesa na Vila Belmiro. Uma vitória sem contestação.

Alguém pode dizer que o adversário foi presa fácil e que, se não se cuidar, retornará à rotina dos últimos anos, quando viveu entre as Série A e B. Concordo. A Lusa não empolga, não passa ao torcedor a sensação de que venha a desempenhar papel bonito.

Isso, no entanto, não tira o mérito do trabalho de Claudinei Oliveira. O treinador interino (ou tampão, sei lá) mescla a equipe, entre veteranos (como quase toda a defesa) e jovens (no meio e no ataque). Com isso, devagar obtém resultados satisfatórios. Oscila, claro, como no empate com o CRAC, no meio da semana, pela Copa do Brasil. Quando engrena, tem desmpenho como o desta rodada.

A vitória foi construída em pouco mais de 11 minutos, no primeiro tempo, com os gols de Neilton e William José. Os 2 a 0 colocaram a Portuguesa nas cordas e fizeram o Santos relaxar. Tanto que foi para o intervalo com a guarda baixa. A Lusa testou Aranha uma vez e, na segunda etapa, mandou uma bola na trave, com Cañete. Ficou nisso.

O Santos liquidou só aos 30, com outro gol de Neilton, embora a Portuguesa tenha diminuído com Bruno Moraes. Já no finalzinho, Giva fez o quarto. No momento, o Santos está na parte de cima da classificação e pode propor-se sonhos mais atrevidos. Tomara reencontre o caminho com os rapazes recém-promovidos. Já a Lusa…

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