Santos e Cruzeiro: lições para evitar surpresas na Libertadores

Antero Greco

27 de abril de 2011 | 11h22

Santos e Cruzeiro vão a campo, logo mais, com exemplos de hoje e do passado para driblar obstáculos na Taça Libertadores. Os paulistas recebem o América do México atentos para evitar tropeço semelhante ao do Grêmio, que na terça-feira perdeu para a Universidad Catolica em casa (2 a 1) e se complicou. Os mineiros visitam o Once Caldas, que não traz boa lembrança para o técnico Cuca, ao qual eliminaram do torneio, com o São Paulo, em 2004.

O Santos começou a Libertadores no bloco dos fortes candidatos ao título, porque havia mantido o elenco, com o acréscimo de Elano. A largada foi ruim, a vaga esteve ameaçada e só foi confirmada nas duas últimas rodadas, quando o time voltou a crescer. Muricy Ramalho pegou o bonde andando, depois de descer do Fluminense, passou o favoritismo para o Cruzeiro, e teme ousadia dos mexicanos. Enfim, a cautela que todo técnico costuma ter.

Muricy encontrou a formação ideal, com os jogadores que enfim estão disponíveis, e ela se repete há alguns jogos. Rafael se firmou no gol, Jonathan recuperado compõe a defesa com Edu Dracena, Durval e Leo, titulares desde o ano passado. Arouca está de volta ao meio-campo, Danilo ganhou espaço, enquanto Elano e Ganso criam. Neymar e Zé Eduardo se entendem no ataque, com esporádicas entradas de Maikon Leinte e Keirrison.

É um bom time, que justifica a ilusão do torcedor com a possibilidade de conquistar o tri continental. Não basta, porém, acreditar na força. É preciso saber usá-la. Como? Com futebol consistente e mais equilibrado, como aconteceu nas apresentações recentes na própria Libertadores e no Campeonato Paulista. O resto o talento resolve, embora o Santos não deva imaginar que pegará galinha morta. Bom lembrar que o América já eliminou o Santos na Vila.

A receita equilíbrio/talento tem sido bem utilizada pelo Cruzeiro, disparado o melhor time da primeira fase da Libertadores. Não há o que mudar, neste momento, e Cuca tem consciência disso. A equipe encontrou o ponto ideal, como tem mostrado também no Campeonato Mineiro. Fábio está em ótima fase, assim como a defesa formada por Marquinhos Paraná, Victorino, Gil e Gilberto; o meio-campo é marcador e criativo, com Leandro Guerreiro, Henrique, Roger e Montillo. O ataque funciona com Wallyson e Thiago Ribeiro, nesta quarta-feira substituído por Brandão.

O medo de Cuca na verdade tem raiz na Libertadores de 2004, quando ele comandava o São Paulo. Houve empate de 0 a 0 no Morumbi e o Once Caldas ganhou por 2 a 1, na Colômbia, com gol em cima da hora. O resultado tirou o tricolor da decisão daquele ano. Cuca não quer o raio a cair no mesmo lugar (no caso, na cabeça dele) pela segunda vez.

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