Santos emperra no São Caetano, mas ainda assim diverte

Antero Greco

26 de janeiro de 2011 | 22h24

O Santos perdeu os dois primeiros pontos em quatro jogos do Campeonato Paulista, com os 3 a 3 com o São Caetano. Nem por isso deixou de empolgar. A partida do começo desta noite, na Arena Barueri, mostrou que o atual campeão estadual não abdicou do jogo ofensivo, que lhe deu fama e títulos na temporada de 2010. E sempre serei a favor de esquemas atrevidos – antes empatar assim do que vencer com o malfadado lugar-comum do “meio a zero”.

Até agora fui uma das partidas mais movimentadas do torneio, com duas viradas (o São Caetano conseguiu o 2 a 1, depois o Santos chegou aos 3 a 2), poucas faltas e só dois cartões amarelos. As duas equipes criaram oportunidades – o Santos bem mais do que o São Caetano, que pode creditar o primeiro pontinho ao desempenho do goleiro Luís, que fez pelo menos cinco defesas notáveis. O Azulão continua na zona de rebaixamento.

Elano outra vez foi o destaque santista, com dois gols e participação em jogadas de armação no meio-campo. Depois de sair por contusão (chutou o chão e ficou com o pé dolorido), o time do Adilson Batista sentiu o baque e perdeu em qualidade. Gostei também do lateral Jonathan (saiu por cautela, por queixar-se de dores na virilha), do Maikon Leite (que nem parece que vai embora no meio do ano), do Pará (pela movimentação) e do Keirrison (solidário, só num lance foi fominha, pois tinha Moisés livre para chutar ao gol). Ainda falta acertar o miolo da defesa.

A perspectiva de crescimento do Santos é muito boa. Jogadores importantes como Ganso e Neymar estão fora, sem contar o Arouca. Fica também a expectativa de saber como vai comportar-se Diogo, o mais recente contratado. O rapaz despontou como promessa de craque na Lusa, foi para a Europa, não se deu bem e passou sem deixar saudade no Flamengo. Esse Santos ainda vai dar o que falar – e daqui a pouco tem Libertadores pela frente.

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