Santos insosso, Lusa aumenta a “gordura”

Antero Greco

22 de setembro de 2012 | 23h31

Falar que o Santos foi sem graça no jogo, na noite deste sábado, soa até como elogio. O tricampeão paulista, sem Ganso (já bateu asas) e sem Neymar (de repouso), foi insosso, ineficiente e presa relativamente fácil para a Lusa. Resultado do desequilíbrio? Derrota por 3 a 1. O nono tropeço da equipe de Muricy Ramalho, uma campanha sem nenhum brilho. A Lusa tem 32 e vê a sombra do rebaixamento a uma distância que lhe permite respirar. Acumula a saudável gordura que lhe permite ver a permanência na Série A como realidade.

O Santos teve 15 minutos razoáveis, suficientes para dois ataques mais perigoso. Depois, murchou, ressentiu-se das mudanças por que tem passado nos últimos tempos. E, pra chover no molhado, acusou o golpe da ausência de Neymar. A dependência do jovem astro é acentuada, no que tem de bom (ele joga muito) e no que tem de ruim (os outros são médios).

A Lusa percebeu o momento desnorteado do rival, aos poucos cresceu, teve um gol anulado, mas começou a desfazer o nó aos 37 minutos, com gol de Bruno Mineiro, artilheiro no torneio, e aumentou a diferença aos 43, com Leo Silva. A superioridade se consolidou com Bruno Mineiro, aos 17 da etapa final. O gol de André serviu para amenizar o constrangimento.

O humor de Muricy tende a piorar, na mesma proporção do futebol instável do time. O Santos do ano do centenário terá de contentar-se com a festa no estadual e nada além disso. Mesmo a briga por vaga na Libertadores se torna cada vez mais improvável. Uma pena, pois a perspectiva era de um ano de festas e conquistas. Ficou apenas na efeméride centenária.

 

 

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