Santos joga simples, eficiente. E sobe sem fazer barulho

Antero Greco

16 de julho de 2016 | 22h52

Se vai alcançar a liderança, se vai lutar pelo título, não se sabe. Mas uma coisa é certa: no momento, o Santos tem o melhor toque de bola e a mais bonita troca de passes do Brasileiro. A rapaziada de Dorival Júnior movimenta-se em ritmo de balé, abre espaços, cria oportunidades, estonteia adversários. E vence, sobretudo em casa.

Todas essas características ficaram evidentes, mais uma vez, na noite de sábado, com os 3 a 1 sobre a Ponte Preta, na Vila Belmiro. O aproveitamento como mandante continua estupendo e a vitória o levou a 26 pontos. Ou seja, está a três do Palmeiras, no momento, com dois a menos do que o Corinthians e só um atrás do Grêmio. A Ponte permanece com 23 e também faz bom Brasileiro.

O Santos passou o jogo todo no toca pra cá e pra lá, rodando os alas, jogadores do meio e de frente. Por isso, confundiu a marcação da Ponte, chegou com facilidade à área de João Carlos e fez os gols com naturalidade, sem forçar, suavemente, como a chuva que caiu sobre o gramado em fim de tarde.

O primeiro gol foi feito por Victor Ferraz aos 21 minutos do primeiro tempo. Na segunda parte, outro Victor, o Bueno, ampliou aos aos 10 e Gabigol marcou o terceiro aos 21. O gol de Roger, aos 39, foi só para premiar o esforço da Ponte.

Jogo tranquilo, sem sobressaltos, a demonstrar uma equipe segura, que sabe o que pretende, que sobe sem fazer alarde. O Santos incomoda, e tem consciência disso. Não inventa, simplifica o jogo. Por isso, é eficiente. O problema, aliás o problemão vem a seguir: Zeca, Thiago Maia e Gabigol ficam à disposição da seleção olímpica e podem desfalcar o Santos por muitas rodadas. Se serve de consolo, vá lá, teve o retorno de Ricardo Oliveira, depois de meses de afastamento por contusão.

Uma pena, porque há risco forte de ser quebrado o ritmo desse time, o mais vistoso da Série A até agora.

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