Santos, vitória do talento e da eficiência

Antero Greco

15 de maio de 2011 | 19h32

Deu a lógica na final do Campeonato Paulista. O título do Santos foi consequência natural do trabalho de um time mais talentoso e eficiente. O Corinthians teve o mérito de superar trauma da eliminação da Libertadores, reagiu no torneio doméstico, mas sucumbiu diante da superioridade do rival. A derrota por 2 a 1, no clássico disputado na tarde deste domingo na Vila, fez justiça à fase derradeira da competição.

O Santos teve chance de liquidar a partida no primeiro tempo, quando jogou melhor e deu pouco espaço para o Corinthians. O gol de Arouca, aos 16 minutos, foi o prêmio para a equipe que se impunha, com marcação solidária (até Zé Eduardo voltava para ajudar o sistema defensivo) e com rapidez no ataque. Neymar ainda perdeu chance extraordinária de fazer 2 a 0, antes do intervalo. Ficou em dúvida, diante de Júlio César, dei um chute no ar, à la Valdívia, e permitiu a defesa do goleiro.

O Corinthians esboçou reação na etapa final, adiantou-se e forçou o Santos a recuar. Tite ainda fez as mudanças de praxe, com William, Ramirez e Morais no lugar de Dentinho, Paulinho e Bruno César, e não conseguiu muita coisa. Pressionou, é verdade, mas chutou pouco ao gol. Um dos melhores lances veio no gol de Morais, mas quando faltavam pouco mais de cinco minutos para o encerramento e Neymar já havia feito o segundo.

O Santos se deixou pressionar, numa tática que tem utilizado ultimamente. Com eficiência, já que tomou apenas um gol em sete jogos, mas assusta o torcedor. Desta vez, deu certo de novo e o título se tornou realidade. Agora, mesmo com muitas baixas (Jonathan saiu com suspeita de distensão e Leo se queixou de dores), é candidato na Libertadores. Antes, porém, precisa livrar-se do Once Caldas, que costuma dar moleza em casa e atrapalha a vida quando é visitante.

Mas esse Santos, que nem sempre vai à frente, está amadurecido. E com cara de quem vai chegar à final do torneio sul-americano.

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