São Paulo, a chance de Adilson Batista ressurgir

Antero Greco

23 de julho de 2011 | 03h42

Adilson Batista tem 43 anos de idade, uma década como treinador de futebol e seu melhor momento foi o período em que dirigiu o Cruzeiro, entre 2008 e 2010. No último ano, porém, depois de sair de Minas acumulou três decepções consecutivas: Corinthians, Santos e Atlético-PR. Obteve resultados inexpressivos e durou pouco em cada um desses clubes.

A partir deste sábado, tem chance de retomar espaço perdido, na estreia no São Paulo. Ele chega num momento de calmaria do time, joga em casa e tem como adversário o Atlético-GO, um dos freqüentadores da parte mais baixa da classificação. De quebra, conta com o retorno de Lucas, que estava na seleção, e deve lançar Denilson, de volta ao Brasil.

Ou seja, as condições são pra lá de ideais. Adilson pega o time de novo na briga pelo título, apesar da desvantagem de sete pontos (28 a 21) em relação ao Corinthians. Após as três derrotas consecutivas que custaram o emprego de Carpegiani, a equipe reagiu com duas vitórias em seguidas, sob o comando de Milton Cruz, e está ajeitada para o novo técnico.

Adilson já sinalizou que pretende manter a decisão do interino, que abriu espaço para Rivaldo tornar-se titular, e dessa forma já chega em tom apaziguador. Ele sabe que o São Paulo é a plataforma para relançar a carreira e tem consciência de que pode enfrentar resistência de parte da torcida. A preferência, após a saída de Carpegiani, era por Dorival Júnior.

O ex-zagueiro esteve a um passo de proeza histórica, no Cruzeiro, mas bateu na trave, com a derrota na final da Libertadores para o Estudiantes, dois anos atrás. De qualquer forma, o mais desgastante para a imagem foram seus últimos empregos. Agora, entra na fase do vai ou racha. O trabalho no São Paulo vai sinalizar os rumos de sua carreira.

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