São Paulo apático, lento, sonolento…zzz

Antero Greco

05 de abril de 2015 | 19h16

O São Paulo vive uma fase em que consegue passar para o torcedor, numa mesma partida, reações diferentes: esperança às vezes, impaciência frequente, angústia repetidamente e até sono. Sim, há momentos em que a turma de Muricy Ramalho provoca bocejos incontroláveis, e talvez seja melhor dormir mesmo do que ver certos fiascos.

Como a derrota para o Botafogo por 2 a 0, na tarde deste domingo, em Ribeirão Preto. Com força máxima – ou bem perto disso –, o desempenho tricolor foi esquizofrênico. Largou bem, pressionou, arriscou alguns chutes a gol. Deu a impressão de que passaria pelo penúltimo teste da fase de classificação do Paulista sem sofrimento.

Engano. Com pouco mais de meia hora, o São Paulo empacou que nem burro quando não quer mais andar – e não há quem consiga tirá-lo do lugar. Ganso, Pato e companhia estancaram, pararam, esgotaram o repertório.

Disso se aproveitou o Botafogo no segundo tempo, ao fazer um, depois dois até ficar perto do terceiro, não faltar de melhor calibrada na pontaria. E o São Paulo? Nada, a não ser dois chutes, e ainda assim com boa vontade, de Ganso e Boschillia. Parecia que ia tudo bem na casa tricolor.

O São Paulo abusa da apatia, da inconstância. Pelos nomes que tem deveria, no mínimo, apresentar mais regularidade. Não digo dar espetáculo sempre; mas jogar com eficiência que possa passar confiança ao torcedor.

Há névoa em torno dos jogadores e do próprio Muricy. Se ela vai se dissipar? Não sei. Pode ser que, ao passar, o time já tenha ido pro buraco.