São Paulo bate o Cruzeiro e dá uma acalmada

Antero Greco

30 de junho de 2012 | 18h38

Foi bom o clássico que Cruzeiro e São Paulo fizeram agora há pouco no Independência. Partida movimentada, com cinco gols, um pênalti perdido, fora mudanças de astral e na classificação do Brasileiro. Com os 3 a 2, o time paulista sob comando interino deu uma acalmada, enquanto os mineiros perderam pela primeira vez no torneio e passaram a liderança para o Vasco (16 pontos a 14), que bateu a Ponte Preta por 3 a 2. O Flu ganhou do Náutico por 2 a 0 e é vice, com 15.

Alta velocidade, vacilos e boas jogadas provocaram 3 gols até os 15 minutos. O São Paulo largou com Luís Fabiano, aos 11, ao aproveitar bola que veio da direita e que o estreante zagueiro Rafael Donato não conseguiu desviar. O próprio Rafael, no minuto seguinte, limpou a barra, ao empatar, de cabeça, em cobrança de escanteio. A alegria da turma da casa durou até os 15, quando Luís Fabiano passou para Lucas, que deu o corte e fez o segundo.

O São Paulo do interino Milton Cruz ganhou o meio-campo, segurou a vantagem e o Cruzeiro tentou achar brechas, sobretudo com Montillo e Tinga, mas sem sucesso. Uma ironia tricolor ocorreu antes do intervalo: Rodholfo sentiu contusão na coxa e teve de sair. Quem entrou? Sim, Paulo Miranda, o zagueiro que anda em desgraça, um dos pivôs da crise que culminou na demissão de Leão.

O segundo tempo largou no mesmo ritmo do primeiro – e com gols outra vez. O São Paulo aumentou a diferença aos 3, com Jadson, que pegou rebote de Fábio após arremate de Cortez. E Rafael Donato, olha ele de novo!, diminuiu de cabeça, aos 8, em outra bola parada. Ainda tomou uma topada que lhe abriu um corte. Colocou curativo e seguiu em frente.

A chance de o São Paulo liquidar de vez o jogo veio aos 17 minutos. Luís Fabiano cobrou pênalti sofrido por Lucas, mas Fábio fez defesa espetacular. O centroavante tricolor viu que havia pisado em um tufo de grama solto, bem ao lado da marca do pênalti, e o arremessou para fora. O juiz, zeloso pelo bem-estar do gramado, deu amarelo. Cada uma…

À medida que o tempo passava, o São Paulo segurou o freio, esperou a pressão do Cruzeiro, viu Denis trabalhar e apostou no nervosismo do Cruzeiro. Deu certo: o líder (agora vice) não teve atrevimento e calma suficientes para pelo menos empatar.

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