São Paulo cria muito, erra demais e volta do Chile com empate

Antero Greco

22 de novembro de 2012 | 22h41

Tem dias em que a gente olha um time em campo e, depois dos primeiros toques de bola, pensa: “Vai ser fácil.” Pois foi essa a impressão que o São Paulo passou, no jogo com a Universidad Catolica, em Santiago, na ida das semifinais da Copa Sul-Americana. A equipe brasileira deu as cartas, desde o início, criou chances, ficou em vantagem, desperdiçou oportunidades e… volta pra casa com empate por 1 a 1.

O resultado não foi ruim, já que pelos critérios de desempate se garante até com 0 a 0, na semana que vem, no Morumbi. Mas poderia ter sido muito melhor, poderia ter transformado a segunda partida em amistoso. Se Luis Fabiano, Jadson e principalmente Osvaldo não desprezassem uma sequência apreciável de ocasiões para encher o balaio de La U Catolica.

A opção de Ney Franco foi boa. O treinador colocou o São Paulo à frente, com Lucas, Osvaldo e Luis Fabiano, além de Jadson abrindo espaços. Com isso, confinou os chilenos no campo deles. As jogadas de perigo saíam com naturalidade, até que aos 21 veio o gol, com a participação da zaga: Rhodolfo ajeitou para Rafael Toloi marcar, de cabeça.

Parecia fácil – e estava. Tanto que, dali em diante, o São Paulo atraiu La U. Catolica e saiu em contragolpes. Osvaldo poderia voltar do Chile consagrando, tantas as vezes em que esteve perto do gol. Esbarrou em erros de finalização e no goleiro Toselli. A toada seguiu a mesma, na etapa final, o gol não saiu pro lado tricolor até que aos 24 veio o empate com Castillo.

Os chilenos sem empolgaram, mas não a ponto de assustarem o São Paulo, mais fechado. Ney Franco ainda colocou Ganso em campo, no lugar de Lucas, sem que alterasse muita coisa no estilo da equipe. A decisão será aqui, com algum risco, claro. Mas, se acertar um quinto das oportunidades que teve, Rogério Ceni e a turma dele vencem com facilidade.

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