São Paulo e Palmeiras: empate manjado e ruim

Antero Greco

21 de agosto de 2011 | 19h21

Na minha crônica deste domingo, no Estadão, escrevi que, se fosse apostar seco na Loteca, cravaria empate para São Paulo e Palmeiras. Não deu outra: 1 a 1, resultado merecido para dois times sem muito apetite para o ataque e que preferiram se contentar com um pontinho na mão do que três voando. Uma pena, porque o tricolor não dá o bote para retomar a liderança e o alviverde fica fora do G-4 (ou G-5).

Adilson Batista optou por esquema com três zagueiros (Xandão, Rhodolfo e Luis Filipe) e dois marcadores (Wellington e Carlinhos Paraíba), como forma de segurar o rival. Um adversário que tem história, é verdade, mas que ultimamente é um Tio Patinhas em questão de gols. Luan, Kléber e, depois Maikon Leite, não são de incomodar muito.

Como não amolaram na tarde gelada no Morumbi. Luan talvez um pouco mais, porque no primeiro tempo largou dois chutes que obrigaram Rogério Ceni a boas defesas. Nada muito além disso. O goleiro são-paulino só foi atrapalhado, a rigor, no lance do gol de empate, com Henrique, já no segundo tempo. No mais, assistiu ao clássico.

Não foi muito diferente com Marcos. O palmeirense também fez um par de defesas mais complicadas e não viu o São Paulo chegar com frequência na sua área. O Palmeiras mantém a regularidade na defesa (a menos vazada, com 13) e dificulta, com o paredão que faz no meio, as ações dos adversários.

Ainda assim, chamou a atenção o golaço de Dagoberto, no fim do primeiro tempo. Obra-prima, daquelas que merecem destaque e entram em antologia dos gols mais bonitos do São Paulo. Participação decisiva, também, teve Rivaldo, com passe preciso. Mas o próprio Dagoberto sumiu na etapa final.

O resultado mostra que os dois times marcam passo: o São Paulo com três empates consecutivos, o Palmeiras com quatro empates e uma derrota nas últimas cinco rodadas. Para consolo, pelo menos de tricolores, o Corinthians perdeu, o Flamengo empatou. Só que o Vasco, a correr por fora, ameaça atropelar.

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