São Paulo, em constante mudança, se livra da Lusa

Antero Greco

24 de abril de 2011 | 19h41

O São Paulo é dos que mais mudaram no Campeonato Paulista. O que não é novidade, para time treinado por Paulo Cesar Carpegiani. Não há treinador que mexa mais em escalação do que ele – e faz tempo. Não foi diferente no duelo com a Portuguesa, na tarde deste domingo, em Barueri, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. E no fim de seu bem, com a vitória por 2 a 0 e a vaga para as semifinais, em que terá o Santos pela frente.

A equipe teve alterações, para variar, só que desta vez com motivos independentes da vontade do treinador. Alex Silva contundiu-se em treino durante a semana e Lucas sentiu dores antes do jogo. Ficaram à parte e Carpegiani optou por defesa com dois zagueiros (Rodolpho e Miranda), manteve Ilsinho na meia, Rodrigo Souto na marcação e Marlos entrou no ataque, para jogar ao lado de Dagoberto. Mexe daqui, movimenta dali, saiu tudo certo.

O jogo teve início bom, com velocidade dos dois lados. Mas logo caiu o ritmo – e com meia hora Carpegiani teve de mudar novamente, pois Rodrigo Souto se machucou e pediu para sair. O técnico colocou Henrique na frente, para ajudar Marlos e Dagoberto. A alteração deu resultado em seguida, com o gol de vantagem marcado por Ilsinho aos 35 minutos.

No segundo tempo, Carpegiani incomodou-se com a disposição da Lusa de atacar (com Rafael Silva, Luís Ricardo e Jael), teve uma recaída defensivista e trocou o atacante Marlos pelo zagueiro Luís Eduardo. O clássico já não era grande coisa; ficou mais monótono.

A Lusa só conseguiu incomodar duas vezes, aos 29 (com Luís Ricardo) e aos 33 (com Ferdinando), que obirgaram Rogério Ceni a defesas difíceis. Justamente quando a Lusa se animava, levou o segundo gol, em contra-ataque que culminou com passe de Ilsinho para Dagoberto mandar para o gol, aos 35 minutos. O jogo acabou ali, a Portuguesa jogou a toalha e viu o tempo escorrer em favor do São Paulo. Mais uma zebra era espantada.

Tudo o que sabemos sobre:

Campeonato PaulistaDagobertoLusaSão Paulo

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.