São Paulo enfim vence com Ney, mas sem brilho

Antero Greco

22 de julho de 2012 | 19h46

O São Paulo conseguiu a primeira vitória na gestão Ney Franco, com os 2 a 0 sobre o Figueirense, na tarde deste domingo, em Florianópolis. Antes, havia ficado no empate com o Palmeiras e tinha perdido para o Vasco no meio da semana. Na soma geral, tem 19 pontos, 9 a menos do que o líder Atlético-MG. Porém, volta a rondar o bloco principal.

O bom resultado veio para o São Paulo, mas o bom futebol ainda não. Os três pontos foram garantidos por gols no comecinho (Ademilson aos 52 segundos) e no final (Willian José aos 49) do jogo. No longo intervalo entre uma e outra bola na rede, houve muito pouco para empolgar o torcedor que foi ao estádio ou àquele que assistiu pela televisão.

O São Paulo teve um mérito, pelo menos: marcou melhor, a pedido do próprio Ney. E o treinador arriscou uma formação com três na zaga (João Filipe, Rafael Tolói e Rhodolfo) e cinco no meio-campo. Dessa forma, pretendia uma equipe mais consistente e também com maior agilidade para sair da defesa para o ataque.  Bem na teoria, falha na prática.

Se não levou sufoco, o São Paulo também custou a criar – e foram poucos os lances significativos do jogo, fora os dos gols. Mereceria destaque o jovem Ademilson, 19 anos e primeira partida oficial pelo tricolor, por causa das baixas de Luís Fabiano, Osvaldo e Lucas. Fez o gol, tratou de abrir espaços no ataque, mas saiu de campo por causa de uma pegada forte de Fred. No lance, o zagueiro levou só amarelo. Foi expulso depois, por agarrar Cortez pela camisa.

O meio-campo são-paulino carece de mais atrevimento e imaginação. Falta o “regente”, que às vezes é Jadson, mas nem sempre. Ney terá de descobrir um 10 – não no número da camisa e sim na função de armar o time. Não sei se achará.

 

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