São Paulo entra na fase do vai ou racha

Antero Greco

18 de agosto de 2012 | 15h03

O São Paulo joga logo mais com a Ponte Preta (21 horas) e decide o que pretende no Campeonato Brasileiro. Com 25 pontos – 14 a menos do que o líder Atlético-MG –, precisa ganhar, para alimentar a chance de brigar pelo título. E ainda assim com remotas perspectivas neste momento. Empate ou derrota significam transformar o restante da competição em uma corrida no máximo por vaga para a Libertadores, e olhe lá. É hora do pegar ou largar.

Ney Franco sabe que o time chegou numa bifurcação – e por contradições que acumula desde a largada. O São Paulo não tem meios-termos, ou vence ou perde, na mesma quantidade (8 vezes cada uma das situações). Tem apenas um empate. O ataque marcou 24 gols e está entre os mais eficientes. A defesa levou 23 e figura entre as mais vazadas.  Para piorar, acumula três derrotas seguidas (Fluminense, Grêmio e Náutico).

O treinador pegou o barco andando e não conseguiu aprumá-lo. Não chegou sobretudo a uma escalação e a um sistema que considere ideais para tocar o projeto (eta palavrinha danada!). Para o duelo regional desta noite é possível que abandone o esquema com três zagueiros, sem no entanto abrir mão da marcação. Paulo Assunção cava espaço e deve ser titular.

Ney também vai apelar para Lucas, que saltou a maior parte dos jogos do São Paulo. Ele volta dos Jogos Olímpicos “descansado”, pelo menos que se refere a minutos jogados. Foi banco quase o tempo todo na campanha da prata. De novo sem Luís Fabiano, o moço é o talismã ao qual recorre o técnico, embora seja um ídolo datado. Como foi negociado por 108 milhões com o PSG, fica só até o final do ano.

Escrevi aqui dias atrás e volto ao tema. Acho arriscado colocar em campo um jogador que está de saída e que representa investimento altíssimo para os franceses. Não sei como ficará a cabeça dele e conheço como torcedor é cruel. Se, por acaso, dividir com mais cautela, será cobrado. Se o time mantiver esse sobe-e-desce, Lucas pode ser criticado. Fosse o São Paulo, liberava o moço e tratava de arranjar-se com o que há no elenco.

Se convencionou dizer que campeonato por pontos corridos tem decisão a cada rodada. Há verdade nisso. Desta vez, é decisão mesmo, para o São Paulo. A Ponte, em 13.º e com 20 pontos, se considera no lucro, embora já tenha feito mais e agora cai de produção.

 

 

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