São Paulo pressionado por vitórias de Santos e Criciúma

Antero Greco

25 de agosto de 2013 | 00h13

O São Paulo entraria pressionado para enfrentar o Fluminense, neste domingo, no Morumbi. Depois dos jogos iniciais da rodada de final de semana, a responsabilidade de Rogério Ceni e seus acólitos redobrou. Dois resultados deixaram a situação mais delicada: os 2 a 0 do Santos sobre o Vitória e os 2 a 1 do Criciúma pra cima do Coritiba.

Por que esses jogos influem na sorte do São Paulo? Porque se trata de equipes que também vivem momento instável no Brasileiro. Só que o Santos saltou para 19 pontos (em 14 apresentações), o Criciúma tem 17 (em 16) e o São Paulo está com 11 (em 14) e em penúltimo lugar. Não sai da zona de rebaixamento agora nem com vitória sobre o campeão nacional.

Paulo Autuori desconversa, quando se fala da eventualidade de rivais subirem. Fecha o foco apenas no São Paulo. O que está correto, para consumo externo. No papo interno, é evidente que são refeitas as contas, a cada resultado positivo dos outros times pendurados. Até agora, o treinador obteve três pontos na Série A, mas conta com apoio de dirigentes e atletas.

Respaldo é bom, mas o que interessa são vitórias, que andam em falta desde a segunda rodada. Para acabar com a seca, Autuori contará com Luis Fabiano, de volta após mais uma contusão. Ele dividirá o ataque com Lucas Evangelista, nome em alta com o “professor”. Bem cotado também Paulo Henrique Ganso, novamente escalado como titular no meio.

O São Paulo tem desafio em casa, descansa por uma semana, e depois emenda cinco partidas entre os dias 1 e 11 de setembro. Coisas de tabela endoidecida, porém prevista. Na época em que o clube acertou jogos no exterior deveria ter estudado o que a pausa por aqui acarretaria mais adiante. Esse tipo de pormenor cartolas dificilmente veem. Na hora, quem paga o pato são os jogadores e a comissão técnica, que têm de se virar como podem.

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