São Paulo ressurge e vai incomodar

Antero Greco

18 de abril de 2013 | 02h17

O Atlético garantiu, nos últimos dias, que não permitiria o avanço do São Paulo para as oitavas de final da Taça Libertadores. Justamente porque seria o adversário a enfrentar na largada da etapa de eliminatórias diretas, com todos os riscos que isso implica. Melhor, portanto, livrar-se logo de qualquer ameaça.

Mas, na prática, o melhor time da competição na fase de grupos, não fez nada para evitar o duelo verde-amarelo nas próximas semanas. Ronaldinho Gaúcho e companheiros estiveram muito aquém das cinco rodadas anteriores e sucumbiram diante de um rival pressionado, determinado e animado pela torcida. Resultado: 2 a 0, a classificação tricolor e, o que é pior, um obstáculo e tanto para o Galo.

O São Paulo fez o que a torcida imaginava, sonhava e pedia: jogou com garra e vontade, sobretudo no segundo tempo do duelo desta quarta-feira. No primeiro tempo, enroscou nos problemas de sempre, quer dizer, dificuldade para armar jogadas e para chutar a gol. Tanto que Vítor praticamente não foi incomodado.

O Atlético, já com a campanha mais eficiente garantida, tratou de não forçar o ritmo. O empate manteria a invencibilidade e também afastaria o São Paulo da briga. E esse foi o erro da rapaziada de Cuca. Na etapa final, os são-paulinos foram mais atrevidos, se mandaram para a frente e passaram a acreditar na classificação com o pênalti transformado em gol por Rogério Ceni.

O Atlético esboçou reação, mas restou preso a certo desinteresse próprio e à empolgação do São Paulo. Por isso, o segundo gol (Ademilson aos 37) foi consequência dessas posturas diferentes. Para fechar a noite de milagres, o Arsenal bateu o The Strongest e, por tabela, beneficiou o time brasileiro.

O São Paulo ressurgiu – e isso é mau sinal para os adversários. Pode virar fogo de palha, se o Atlético voltar a ser o “galo vingador” de antes. Serão belos clássicos.

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