São Paulo se apruma e o Fla fica mais torto

Antero Greco

29 de julho de 2012 | 17h59

São Paulo e Flamengo se encontraram no Morumbi pressionados na tarde de hoje. Os maiores vencedores do Campeonato Brasileiro (modelo 1971 em diante) atravessam fase instável na competição, trocaram de treinadores recentemente e veem ameaçados planos de chegar ao topo. Pode ser lugar-comum, mas só vitória interessava aos dois.

Levou a melhor o São Paulo, que fez 4 a 1 e poderia ter saído de campo com mais. O time paulista teve o mérito de estar um pouco menos desarrumado do que em rodadas anteriores – e ainda contou com o retorno de Rogério Ceni, após longo afastamento. Além disso, pegou um adversário que vem caindo pelas tabelas. Poucas vezes vi o Fla tão desnorteado quanto agora.

Ney Franco optou mais uma vez por formação com ênfase no setor defensivo, recheou o meio-campo e apostou tudo em bolas para Luís Fabiano. É a tática de abafar crise, fazer a equipe recuperar posições perdidas e depois esperar que siga no rumo certo. Pagou para ver e se deu bem: o time foi para o intervalo com 2 a 0 (gols de Maicon e Luís Fabiano) e parada resolvida.

O Flamengo, batido e acabrunhado, foi espectador na segunda parte. A ponto de ver o São Paulo aumentar para 3 a 0, de novo com Luís Fabiano, fora ameaças ao gol de Paulo Vítor. O único momento de alento veio aos 21 minutos, com o gol solitário de Ramon.

Um sopro enganador, porque o Flamengo não teve força, organização, atrevimento para apertar e pelo menos sair com placar menos constrangedor. Ao contrário, tomou o quarto em cima da hora, em lançamento longo de Luís Fabiano que Jadson só tocou para as redes.

O São Paulo volta a subir, embora ainda distante do líder Atlético-MG. Mas recuperar a auto-estima. O Flamengo, com 16 pontos, cai para a 11.ª colocação. E, pelo visto, despencará mais, se não apresentar reviravolta urgentemente.

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