São Paulo sem freio. Até quando Autuori resiste?

Antero Greco

09 de setembro de 2013 | 00h05

O São Paulo perdeu nove das 19 partidas disputadas no primeiro turno. Praticamente a metade. Não é por acaso que está em antepenúltimo lugar. O retrospecto ruim já derrubou um treinador (Ney Franco) e, se mantiver o fôlego devastador, não me surpreenderá se engolir também Paulo Autuori.

A água já bate na barriga tricolor, o medo se alastra entre torcedores e vários jogadores admitem que há intranquilidade. O treinador não fica atrás, ao reconhecer que existe desespero no grupo. A água pode atingir o peito, dentro de algumas rodadas, chegar ao pescoço na metade do returno e provocar a submersão no fim do ano.

O desafio é salvar a pele e evitar o rebaixamento, humilhação inédita na Série A nacional. A dúvida, no entanto, é saber se Autuori fica até o encerramento da temporada, se os maus resultados persistirem. Em quase dois meses de trabalho, foram 10 derrotas, 4 empates e 3 vitórias. Muito papo e pouco resultado. Retrospecto ruim.

E a gente sabe como funciona cabeça de dirigente: se o calo apertar, se as cobranças aumentarem, a saída habitual é a de mandar o “professor” passear. Cartola tem medo de queimar-se e, dessa maneira, finge que toma providências. No caso do São Paulo, o panorama é preocupante, pois não faltam lambanças de bastidores. Está sem rumo.

O São Paulo continua sem padrão, sem confiança, sem fôlego para sair do sufoco. Isso ficou evidente nos 2 a 0 para o Coritiba, na tarde do domingo, com gols de Alex. O goleiro Vanderlei praticamente não fez uma defesa ¬– eis outro sintoma da ineficiência tricolor. Sem contar que jogadores perdem a cabeça com facilidade: desta vez, foi Osvaldo. Já são sete vermelhos na competição.

Apesar de tudo de ruim que tem acontecido, resta esperança. Há diversos concorrentes que flertam com a Série B. Fora Ponte, Náutico e Lusa, é possível colocar nessa lista Fla, Flu, Bahia, Vitória. Até o Atlético-MG, se não despertar logo.

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